Multa de R$ 100 mil a Canhedo é mantida

O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (Conselhinho)- órgão colegiado, de segundo grau, integrante da estrutura do Ministério da Fazenda - manteve a multa individual de R$ 100 mil aplicada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) à empresa Voe Canhedo (controladora da Vasp) e ao empresário Wagner Canhedo. No julgamento de hoje, o órgão apoiou também a penalidade de R$ 10 mil aplicada a outros três executivos do grupo. Os indiciados são acusados de conflito de interesse e abuso do poder do acionista controlador ao votar na assembléia extraordinária que aprovou os laudos de avaliação do Hotel Nacional e da Brasília Taxi Aéreo (Brata). O problema é que o grupo Canhedo era controlador das duas pontas, ao ser acionista majoritário também das duas empresas que passaram a ficar embaixo do guarda-chuva da Voe Canhedo.Além disso, o conselhinho contestou também um aumento de capital feito em 1999, logo em seguida da operação, que resultou na diluição da participação do capital do governo do Estado de São Paulo, de 40% para 4% do capital da companhia. "O objetivo da lei é proteger o minoritário. A Lei proíbe que o acionista majoritário utilize seu voto, independente de lesar a companhia", afirmou o presidente do conselhinho, Bolivar Tarragó Moura Neto.

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