Multiplus vai virar e-commerce

A Multiplus, rede de fidelização da TAM, vai se transformar em e-commerce que vende produtos de seus parceiros e aceita pontos como forma de pagamento. A empresa já tem um projeto piloto rodando com a Casas Bahia desde março. A intenção da empresa é lançar o novo site na metade do ano.

O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2015 | 02h01

A estratégia da Multiplus é criar um market place, um conceito de e-commerce que reúne ofertas de diferentes varejistas em um mesmo site. O cliente comprará no site da Multiplus, mas toda a logística de entrega será feita pelo parceiro. A Multiplus tem 440 parceiros, como Via Varejo (Ponto Frio e Casas Bahia), Netshoes e Dafiti, e 13,8 milhões de clientes cadastrados.

Hoje o resgate de prêmios utilizando pontos Multiplus é feito no site dos parceiros e não no da Multiplus. "O cliente vai encontrar em um único lugar todas as opções de resgate. Queremos que eles usem e valorizem mais o ponto", disse Roberto Medeiros, presidente da Multiplus. Cerca de 17,8% dos pontos emitidos pela companhia vencem sem que o cliente os utilize, segundo dados do quarto trimestre de 2014.

A criação do market place está em linha com a estratégia da Multiplus de ampliar sua presença no varejo. Hoje 88,5% dos pontos trocados são usados para comprar passagens aéreas. Apesar de ainda ter uma fatia tímida, a participação das trocas de ponto no varejo saltou de 9% para 11,5% entre 2013 e 2014.

O Smiles, seu maior concorrente, também tem parceiros no varejo, mas esse não é o principal foco da empresa. O Smiles tem tentado fortalecer as opções de resgate na Gol e em companhias aéreas estrangeiras e ampliado as parcerias com bancos.

'O setor de Educação nunca dependeu de programas de governo'   

Num setor dominado por gigantes, como a Kroton e a Estácio, a paulistana Cruzeiro do Sul Educacional tem crescido pelas beiradas e se consolidado, aos poucos, como uma compradora ativa no segmento de Educação. No início do mês, a companhia, que tem entre os sócios o fundo britânico Actis, comprou duas instituições no litoral Sul de São Paulo e estuda novas aquisições em 2015, apesar das turbulências que vêm atingindo o setor desde o fim do ano, quando o governo federal mudou as regras do financiamento estudantil, o Fies. A seguir, trechos da entrevista com Fábio Figueiredo, diretor de desenvolvimento da Cruzeiro do Sul e filho do fundador. 

Há espaço para expansão do setor neste ano? Como? 

Há sim. O setor não depende, como nunca dependeu, de programas governamentais de financiamento ou de bolsas a estudantes para crescer. E a razão é muito simples: o Brasil ainda exibe taxas de penetração na Educação Superior vergonhosas para um País com pretensões de desenvolvimento. 

A Cruzeiro do Sul tem 20% dos alunos matriculados no Fies. Por que a empresa optou por não avançar no programa federal?

A companhia sempre participou de todos os programas governamentais de parceria, mesmo quando não havia, para si, nenhum benefício efetivo fiscal ou de qualquer outra ordem. Essa baixa exposição se deve à característica dos nossos alunos e das instituições.

Quais os planos de expansão da Cruzeiro do Sul para 2015? 

Para este ano, queremos consolidar nossa liderança nos indicadores acadêmicos (graduação, pós-graduação e pesquisa) e concretizar incorporações de instituições de renome nacional, além de dar continuidade à forte expansão orgânica em todas as modalidades de ensino.

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