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Mundo se recupera e economia não volta a recuar, diz Delfim

Ex-ministro da Fazenda vê retomada paulatina do crescimento mundial e elogia atuação dos governos e BCs

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

27 de agosto de 2009 | 14h12

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou à Agência Estado que não acredita num novo ciclo de recrudescimento da crise econômica mundial. Segundo ele, o nível de atividade global não deve registrar o formato de "W" - que indica um novo movimento de queda acentuada, antes de voltar a crescer definitivamente, como é cogitado atualmente por uma série de analistas internacionais. "O mundo vai ter recuperação que será continuada, pequena, mas será recuperação", comentou.

 

Para Delfim Netto, o planeta está registrando uma retomada paulatina do crescimento porque diversos governos e Bancos Centrais injetaram centenas de bilhões de dólares nas economias e sistema financeiro do global pelas vias fiscal e monetária. Ou seja, o Tesouro e o BC dos principais países supriram o mundo com liquidez suficiente para iniciar um processo de reativação da demanda agregada e restabelecer a confiança elementar de investidores, que chegaram a temer no final do ano passado na falência de boa parte dos bancos globais em virtude do credit crunch.

 

Na avaliação do ex-ministro, o fato de o PIB dos EUA ter recuado 1% no segundo trimestre em termos anualizados, quando muitos especialistas esperavam uma retração de 1,5%, é uma boa notícia na atual conjuntura. "Isso é uma indicação positiva de que não deve ocorrer o movimento em W", ressaltou. "Está na hora do (Nouriel) Roubini errar", comentou. Ele referiu-se ao professor da New York University, célebre pelo arraigado pessimismo em relação à evolução da economia mundial, mas na atual crise tornou-se célebre por ter previsto em parte a profunda recessão internacional.

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