finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mundo teme alta do petróleo

Para Agência Internacional de Energia, turbulência dos mercados é mais um fator de incerteza

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

Diante da volatilidade dos mercados financeiros, a Agência Internacional de Energia (AIE) alerta que a última coisa que o mundo precisa agora é uma alta nos preços do petróleo. Em seu relatório mensal, divulgado ontem, a AIE pede que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumente sua produção no curto prazo e alerta que a demanda por petróleo deve crescer em 2008, em relação a 2007. Para a agência, a turbulência nos mercados é mais um fator que contribui para as incertezas no mercado de energia. "Fornecer de forma insuficiente o mercado nesse contexto pode gerar riscos consideráveis", afirmou a agência. A AIE afirma que está acompanhando atentamente os últimos acontecimentos nas bolsas para avaliar o impacto no mercado da energia. Na semana passada, o preço bateu o recorde de US$ 78,77 por barril, mas depois recuou quase 10%. A AIE ataca, portanto, a decisão da Opep de cortar sua produção nos últimos meses. O grupo, que controla 40% do petróleo mundial, ainda insinuou que, em sua reunião ministerial de setembro, dificilmente decidirá ampliar a produção. A AIE, porém, espera que isso não seja confirmado e haja uma mudança na atitude dos países exportadores. Para a agência, se a produção não for aumentada, há riscos de que o preço do barril possa aumentar de forma significativa no fim do ano. EM QUEDAPor enquanto, os aumentos na produção estão sendo apenas marginais, e graças a uma recuperação de alguns dutos na Nigéria e Iraque. O aumento foi de 385 mil barris por dia em julho, mas o volume continuou inalterado na Arábia Saudita, maior produtor do mundo com 9,4 milhões de barris por dia. O que preocupa a AIE é que, apesar da recusa da Opep em aumentar a produção, os estoques de petróleo nos países industrializados estão em queda. Em julho, a média foi de 700 mil por dia, abaixo da taxa dos últimos cinco anos. Para completar, o cenário é de um aumento da demanda para 2008 para 88,2 milhões de barris por dia, uma alta de 2,5% em relação a 2007. Isso, pelos cálculos da AIE, exigirá que os países da Opep elevem a produção em 700 mil barris por dia para atingir 32,1 milhões de barris por dia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.