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Mundo vive risco de um novo conflito nuclear, diz ‘Economist’

Revista diz que, um quarto de século depois do fim da Guerra Fria, a disseminação do armamento nuclear torna os riscos crescentes

O Estado de S. Paulo

05 de março de 2015 | 14h57


A revista britânica The Economist destaca em sua edição desta semana que, 25 anos depois do fim da Guerra Fria, o mundo está entrando em uma nova era nuclear e que os riscos de conflito são crescentes. "Embora o mundo continue a se confortar com o pensamento de que uma destruição em massa é improvável, o risco que alguém em algum lugar vá usar uma arma nuclear está crescendo rapidamente", diz a publicação.

De acordo com a revista, hoje há menos armas nucleares do que no pico da Guerra Fria, mas a possibilidade de que alguma delas seja usada é maior e crescente porque há mais países, com objetivos particulares, em posse desses armamentos. Segundo a publicação, essa situação traz instabilidade.

A revista cita o aumento generalizado dos gastos com arsenal atômico na Rússia, China, Paquistão e Coreia do Norte."Ao longo da maior parte da Guerra Fria as duas superpotências - EUA e União Soviética -, ansiosas a evitar o apocalipse, estavam abertas a tolerar o status quo. Hoje a situação está mudando sob os pés de todo mundo", afirma.

Em 2009, relembra a Economist, o presidente dos EUA, Barack Obama, propôs durante discurso em Praga uma cúpula mundial para discutir o desarmamento nuclear. "Hoje a ambição de Obama parece fantasia", diz o texto.

"O Paquistão insiste que suas armas são seguras, mas o mundo não pode ignorar o medo de que elas possam cair nas mãos de terroristas islâmicos", afirma a Economist. Por outro lado, diz a revista, países como a Rússia querem armas nucleares como uma ofensiva em sua estratégia de intimidação.

O texto acrescenta que, assim como no passado, "o passo fundamental em confrontar a crescente ameaça nuclear é encará-la de frente".

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