Municípios gaúchos fazem manifestação por royalties do petróleo

Tramandaí, maior cidade da região, deixará de receber o equivalente a 20% de sua receita anual 

Lucas Azevedo, especial para o Estado de S. Paulo,

20 de março de 2010 | 13h01

Moradores de quatro municípios do Litoral Norte gaúcho fizeram um protesto, na manhã deste sábado, contra a emenda Ibsen Pinheiro, que redistribui os royalties do petróleo.

 

Cerca de 3,5 mil se reuniram na ponte Giuseppe Garibaldi, que liga Tramandaí a Imbé, onde prefeitos e lideranças sindicais discursaram para os manifestantes, vestidos de preto, em alusão ao petróleo. Além de Tramandaí a Imbé, Osório e Cidreira se uniram ao protesto.

 

Segundo o prefeito de Tramandaí, Anderson Hoffmeister, a cidade de 50 mil habitantes, a maior da região, deve deixar de receber o equivalente a 20% da sua receita anual. "Tramandaí é a sede do embarque e desembarque de todo petróleo que entra e sai do Rio Grande do Sul. Perderíamos cerca de R$ 12 milhões da noite ara o dia." Em 2008 e 2009, foram repassados ao município R$ 15 milhões e R$ 11 milhões relativos a os royalties do petróleo, respectivamente.

 

Hoffmeister salienta que os investimentos na área da saúde serão afetados diretamente. Tramandaí possui onze postos de saúde e o único hospital da região com UTI neonatal e adulta. Além disso, no verão, sua população sobre para 500 mil pessoas.

 

A partir da emenda Ibsen, Tramandaí passaria a receber R$ 1,1 milhão por ano de royalties, ante os R$ 12 milhões estimados para 2010. A cidade vizinha de Imbé deve deixar de receber R$ 9 milhões, para arrecadar R$ 900 mil, enquanto Cidreira recuará de R$ 2,5 milhões, para R$ 400 mil. Já Osório deixaria de receber R$ 4,5 milhões, para ganhar R$ 900 mil por ano.

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