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Murdoch quer o NYT para concluir império, diz autor

Adquirir o The Wall Street Journal para o seu império de mídia News Corp. foi o mais audacioso golpe de mestre dado pelo magnata Rupert Murdoch, de 77 anos -- a não ser que ele supere isso comprando o The New York Times. É isso que Michael Wolff, colunista da Vanity Fair e agora biógrafo de Murdoch, imagina, mesmo que haja empecilhos e inconvenientes no caminho. "Ele realmente contempla como pode ficar com o New York Times", disse Wolff, autor de "The Man Who Owns the News: Inside the Secret World of Rupert Murdoch" ("O Dono da Notícia -- Por dentro do mundo secreto de Rupert Murdoch"), que será lançado na terça-feira nos EUA. "Eu o vi examinar vários números, traçar uma fusão do Times com as operações do Journal, e fantasiar sobre os funcionários se demitindo em massa", escreveu Wolff. Murdoch diz que pretende usar o Journal como concorrente do Times. Mas, em um trecho do livro publicado neste ano pela Vanity Fair, Wolff aventava a idéia de que ele prefira comprar o jornal. "Certamente conforme o preço das ações (do Times) cair e a pressão sobre a companhia aumentar, haverá uma certa maciez que ele poderá começar a moldar", disse Wolff à Reuters. Murdoch adotou uma estratégia semelhante quando ofereceu um bônus de 65 por cento para os acionistas da Dow Jones (que edita o Journal), em 2007, tirando a empresa da família Bancroft. Wolff duvida que Murdoch aborde o Times, mas provavelmente tentaria derrubar ofertas concorrentes. Ocorre que a família Ochs-Sulzberger controla a empresa que edita o Times, e a despeito da recente queda nos dividendos pretende manter o jornal independente. Além disso, as regras do governo provavelmente o impediriam de dominar mais um grande jornal num mercado em que já possui diversos outros veículos. Finalmente, Murdoch poderia enfrentar a fúria dos investidores, já irritados com a compra da Dow Jones por 5,6 bilhões de dólares, um negócio que teria saído bem mais barato se ele esperasse alguns meses a mais. As ações da News Corp caíram 60 por cento desde então, e Murdoch alertou os investidores de que a redução dos anúncios deve afetar o faturamento do grupo no ano fiscal de 2009. De acordo com Wolff, Murdoch pouco liga para os investidores, e prefere agir por impulso, ou então, como no caso do MySpace, "alguém o convence de que há valor e que outrem queria (a empresa), nesse caso a Viacom". "Eis um homem que julgamos ser um maníaco por controle e um visionário, e que teria tido um claríssimo plano de domínio, e concluo que nada disso é verdade", afirmou o biógrafo. (Reportagem de Robert MacMillan)

ROBERT MACMILLAN, REUTERS

28 de novembro de 2008 | 21h56

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