Na África, baixa rentabilidade

Dez anos depois de ter investido em um dos maiores campos de carvão inexplorados do mundo, localizado em Moçambique, a Vale decidiu reavaliar sua atuação no território africano, onde desde 2012 vem enfrentando protestos da população local e de organizações não governamentais. Em maio deste ano, a empresa emitiu um alerta dizendo que o setor do carvão de Moçambique estava perdendo espaço para concorrentes internacionais, e pediu que o governo do país reduzisse os custos de produção, cortando impostos.

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2014 | 02h05

Além de a Austrália apresentar uma vantagem geográfica, os campos de carvão em Moçambique estão situados longe da costa, segundo a mineradora brasileira.

No primeiro trimestre deste ano, a Vale registrou um prejuízo de US$ 44 milhões nas operações locais. "Isso é o que resta após os custos com transporte naval e ferroviário", disse, à época, o gerente da Vale para Moçambique, Pedro Gutemberg. A mineradora tem uma concessão de 25 anos para explorar mais de um bilhão de toneladas de reservas do país. A mineradora estaria buscando parceiros para o negócio em Moçambique.

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