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Na avaliação de Lula, ''o pior da crise já passou''

Presidente também diz que, apesar de sofrer muito com o desemprego, a crise ''é boa'' porque lhe deu ânimo e o impediu de ''enjoar'' de governar

Ângela Lacerda e Tiago Décimo, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2009 | 00h00

Depois de comparar os efeitos da crise global no Brasil a uma "marolinha", ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no Recife que a crise é comparável a uma gripe. Lula afirmou que o Brasil "não tem que ter medo de crise, não tem que se assustar". "Isso é como uma gripe. Uma gripe, num cabra muito fino, deixa ele de cama. Num cabra macho, ele vai trabalhar e não perde uma hora de serviço por causa de uma gripe", afirmou em entrevista à Rádio Jornal do Recife. "Nós vamos enfrentar essa crise trabalhando, quanto mais crise, mais trabalho, quanto mais crise, mais investimento." Em discurso na inauguração da nova unidade da Sadia, no município de Vitória de Santo Antão, o presidente disse que "esta não é uma crise que se tenha de fazer contenção de despesa ou ajuste fiscal".À noite, em Salvador, onde participou do lançamento da segunda fase do programa Territórios da Cidadania, Lula disse que, apesar de "sofrer muito" com o desemprego, a crise econômica "é boa" e o impediu de "enjoar" de governar. "No segundo mandato eu tinha medo de enjoar. E na hora que eu estava enjoado veio a crise. Ela deu ânimo para fazer coisas que precisam ser feitas neste País", declarou. "Não que eu esteja gostando, mas a crise veio num momento para testar os líderes."Na avaliação do presidente, o período mais difícil foi de outubro a janeiro, e já passou. "O número de empregos em fevereiro já não foi negativo", observou. "Foram 9 mil a mais em fevereiro, o que é pouco, mas é um sinal extraordinário."Ele reconheceu que a crise é real e começou a incomodar o País na hora que o crédito internacional sumiu. Lula destacou que 30% do crédito brasileiro era tomado no exterior. Com a crise, as grandes empresas se voltaram para buscar crédito dentro do País. "É preciso arrumar mais crédito", destacou ao citar a queda nas exportações que, ao seu ver, é o segundo pior efeito da crise global. Na entrevista à Rádio Jornal, ele complementou que, nessas horas, o governo "tem de entrar para ajudar, seja com medidas do próprio governo, do Banco do Brasil ou do Banco do Nordeste do Brasil, para rolar as dívidas dos companheiros". O objetivo é não permitir que "o sufoco da crise venha a matar afogado quem apostou e trabalhou o tempo inteiro".

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