Na Bloomingdale's e na Apple só dá brasileiros

A fila para os estrangeiros pegarem o cartão com isenção de impostos na Bloomingdale"s parece a mesma do check-in da TAM no aeroporto JFK em Nova York, que é a cidade escolhida por 38% dos brasileiros que vêm aos Estados Unidos, segundo o Escritório para as Indústrias do Turismo e Viagem do governo americano.

Gustavo Chacra CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 00h00

Quase todos são brasileiros que aproveitam o dólar barato para visitar os EUA e fazer compras. Com um crescimento de 22% no último ano, os brasileiros estão apenas atrás de japoneses, ingleses e alemães no ranking de visitas aos EUA - não estão incluídos México e Canadá, com fronteiras terrestres.

Independentemente da classe social, os turistas brasileiros vão ao outlet de Woodbury, em New Jersey, para comprar calças, camisas e bolsas por um preço mais barato do que encontrariam no Soho ou na Quinta Avenida - segundo estatísticas do governo americano, 92% dos brasileiros vão às compras quando estão nos EUA, enquanto apenas 26% visitam um museu e 50% se divertem em um parque.

Não deixam, porém, de visitar as sofisticadas Barney"s e a Bergdorf & Goodman, ambas na Madison Avenue. E, claro, a Macy"s e a Saks, consideradas de nível intermediário na escala nova-iorquina. Algumas dessas grandes lojas de rede têm vendedores fluentes em português e colocam a bandeira verde-amarela na fachada.

Outra parada obrigatória são as lojas da Apple. Companhias de turismo voltadas para adolescentes incluíram esse verdadeiro templo no roteiro obrigatório ao lado de musicais, do Empire State e do Central Park. Visite uma delas ao meio-dia que parecerá a hora do recreio em um colégio do ensino médio brasileiro.

Além de compras, os brasileiros aproveitam o real forte para gastar em alguns dos restaurantes mais badalados da cidade. Na lista, sempre estão Balthazar, Pastis, Morandi ou o recém-inaugurado Pulino"s.

A Disney e as estações de esqui no Colorado, de olho no poderio econômico da classe média brasileira, contratam jovens na faixa dos 20 anos para trabalhar temporariamente durante as férias. Em Aspen, falar português pode ajudar um instrutor a conseguir clientes - nesse caso, aumentando o mercado para os argentinos fluentes em "portunhol".

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