Na contramão das previsões, dólar opera em alta

O dólar caminhou na contramão das expectativas dos analistas de câmbio e operou pressionado durante toda a manhã. Às 15h06, a moeda americana estava sendo vendida a R$ 1,9840, em alta de 0,56% sobre o fechamento de ontem. O comportamento surpreendeu alguns dos operadores, que imaginavam uma pequena depreciação da moeda norte americana ante ao real em razão da redução de 0,50 ponto porcentual promovida ontem pelo Fed na taxa básica de juros dos EUA. Até então, era quase consenso no mercado que com a redução dos juros americanos poderia haver uma migração de recursos aplicados nos EUA para os países emergentes, entre eles o Brasil. Hoje, no entanto, a leitura sobre a decisão do Fed passou a ser outra. O corte promovido nos Fed funds passou a ser visto como um indicativo de um desaquecimento mais forte da economia norte-americana. Isso poderá se traduzir em uma redução no poder de investimento dos americanos no País. Além disso, um desaquecimento mais profundo da economia norte-americana poderá significar uma diminuição no volume de importações dos EUA, afetando diretamente o Brasil. "Na cabeça do investidor, uma crise norte-americana afetará todo o mundo. E se isso acontecer, por pior que seja, ainda será mais seguro manter as aplicações nos EUA do que investir em um país de terceiro mundo", disse um operador. Diante disso, disse o profissional, enquanto o mercado norte-americano está correndo mais solto, aqui o mercado é de expectativa. Os investidores resolveram hoje liberar ordens de compra. "Devem se posicionar em dólares e aguardar o comportamento do mercado norte-americano em ralação ao corte da taxa de juros mais alguns dias", disse um outro operador.

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