Na crise, Brasil foi procurado para comprar o Citibank

Segundo o ministro de Minas e Energia, País poderia ter adquirido fatia do banco com dinheiro das reservas

NALU FERNANDES, Agencia Estado

24 de novembro de 2009 | 14h53

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, revelou nesta terça-feira, 24, em palestra em Nova York, que no auge da crise o Brasil quase comprou o Citibank. "Poderíamos ter comprado e ter grande lucro, além do prestigio", observou. Segundo o ministro, a decisão de não adquirir o banco foi do governo como um todo.

Lobão comentou que, antes do governo norte-americano ter comprado um terço do Citi, a instituição procurou as autoridades brasileiras. Ele disse que não sabe "exatamente o preço" que foi tratado com o Brasil, mas que, considerando o tamanho das reservas brasileiras, o País poderia tem adquirido uma fatia da instituição.

No fim de julho, o Citigroup completou a troca de títulos de US$ 60 bilhões que tornou o governo federal dos EUA dono de um terço do banco. Todos os US$ 20,3 bilhões em ações preferenciais e títulos híbridos de ações e dívida detidos publicamente pelo Citi foram trocados na oferta por ações ordinárias, enquanto o governo federal trocou cerca de US$ 39,5 bilhões de ações preferenciais por novos títulos.

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