Werther Santana/Estadão
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'Na crise, não tomamos a decisão de parar para ver. Vamos ajudar nossos clientes'

Citi iniciou medidas de combate ao coronavírus mesmo antes da pandemia chegar ao Brasil

Entrevista com

Marcelo Marangon, presidente do Citi Brasil

Mônica Scaramuzzo, SÃO PAULO

18 de maio de 2020 | 05h00

Um dos maiores bancos globais em presença física no mundo, o Citi, que está em 98 países, deu início a uma campanha em hospitais e no próprio banco para ajudar funcionários e comunidades a combater o coronavírus antes mesmo de a pandemia chegar ao Brasil. “Vamos fazer um call, nesta segunda-feira, com um grupo seleto de presidentes do Citi onde o Brasil vai falar sobre as melhores práticas e como o banco pode ajudar outros países neste momento”, diz Marcelo Marangon, presidente do Citi para o Brasil.

Como o Citi se preparou para a crise?

Por ser um banco global, a gente se antecipou no final de fevereiro. Como recebíamos informações da Ásia, começamos a testar acesso remoto e imediatamente iniciamos um plano de crise. Começamos a fazer calls diários e, no início de março, tomamos medidas antes mesmo de a OMS declarar pandemia. Identificamos nossos times e começamos a fazer trabalho remoto. Hoje, 98% da equipe está em home office e apenas 2%, ou cerca de 40 pessoas, trabalham na empresa.

Por ser um banco global, como as matrizes estão ajudando umas às outras?

Temos calls diários entre os líderes para discutir a crise. Nesta segunda-feira, liderado por mim, vou fazer um call para um grupo seleto de presidentes do Citi em que vou falar sobre as melhores práticas no Brasil em tempos de coronavírus. Participarão dez presidentes da Ásia, América Latina, África e Europa.

O Citi tem feito uma série de doações. Para quem?

Definimos nossa estratégia na crise para focar em três pilares básicos: funcionários, clientes e comunidades das quais fazemos parte. Fizemos uma campanha específica com a associação dos funcionários do Citi para que pudéssemos arrecadar fundos para colaborar nessa pandemia. Para cada R$ 1 doado pelo funcionário, o Citi doa o mesmo valor. Esses valores foram usados na compra de mais de 10 mil cestas básicas para comunidades carentes em parceria com a ONG Gerando Falcões. Também doamos máscaras para os hospitais das Clínicas e do Ipiranga. E, recentemente, doamos tablets para pacientes em UTIs de hospitais.

E o ambiente de negócios no Brasil? 

É adverso. É uma crise de saúde que se transformou numa crise econômica de oferta e demanda e que está se desenvolvendo para uma crise financeira. Na crise, não tomamos a decisão de parar para ver. Vamos ajudar nossos clientes.

O governo tem de ajudar grandes empresas? 

O mais importante é que a ajuda seja feita de maneira temporária para que as empresas se recuperem, e não de maneira permanente.

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