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Na Dinamarca, Lula defende 'revolução' do etanol

Presidente defende tecnologia brasileira e diz que é possível conciliar produção de biocombustíveis e alimentos

Efe,

13 de setembro de 2007 | 10h04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma nova apresentação a favor dos biocombustíveis nesta quinta-feira, 13, desta vez na Dinamarca. Durante a abertura de um fórum econômico na Confederação Dinamarquesa da Indústria, Lula afirmou que o Brasil tem a tecnologia e a matéria-prima para produzir etanol de forma mais barata e eficiente.  O presidente completou dizendo que o combustível - feito a partir da cana-de-açúcar - lidera uma "revolução" energética e ambiental, e que é possível conciliar a produção de biocombustíveis com a de alimentos e a proteção da natureza. Além disso, defendeu a eliminação das tarifas "proibitivas" que a União Européia e alguns países impuseram à importação de etanol. Potencial No discurso, Lula falou do "imenso potencial" da economia brasileira, graças à estabilização monetária e da inflação e ao equilíbrio orçamentário, apesar de ainda existirem desafios como a reforma tributária e política, e a redução das desigualdades sociais. Lula fez também uma exposição detalhada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê reformas fiscais e investimentos de cerca de US$ 252 bilhões oriundos dos setores público e privado até 2010, e que são voltadas para impulsionar o crescimento do País. O setor energético, principalmente a energia eólica e os biocombustíveis, e a indústria naval foram destacados por Lula como áreas de interesse para estabelecer uma maior cooperação entre Brasil e Dinamarca. Após o discurso do presidente, que tinha se reunido anteriormente com representantes da indústria naval dinamarquesa, falaram os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge; e da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende. O ministro de Energia e Transporte dinamarquês, Fleming Hansen, também discurso. Durante o seminário, seria assinado um acordo de colaboração entre a Petrobras e a dinamarquesa Novozymes para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração. Após o evento, o presidente se encontraria com o primeiro-ministro, Anders Fogh Rasmussen, com quem trataria questões bilaterais, de política energética e mudança climática. Durante a reunião, seria assinado um memorando de entendimento em energia sustentável, que culmina na declaração para a promoção e desenvolvimento de biocombustíveis assinada pelos dos chefes de governo em abril durante a visita de Rasmussen ao Brasil.

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