Na divulgação do PAC 2, governo fala em novo eixo da política econômica

Discurso afirma que PAC 1 potencializou o crescimento e preparou o Brasil para mais um ciclo longo 

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 12h06

O discurso que embasa a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) , incluído no documento divulgado nesta segunda-feira, é que o País vive um novo eixo da política econômica. As bases desse novo eixo, de acordo com o governo federal, são sustentadas por um crescimento vigoroso; geração de empregos e aumento de salários; inclusão social; distribuição de renda com a formação de uma nova classe média; dinamização de investimento e crescimento sustentável.

 

Na avaliação do governo o PAC 1 potencializou o crescimento e preparou o Brasil para mais um ciclo longo. O mote da nova fase do programa é que o PAC 2 é "herdeiro do legado do PAC e tem propostas novas para o País continuar crescendo".

 

No documento, o governo quis destacar o seguinte slogan: "PAC Comunidade Cidadã", sinalizando de imediato a aproximação do programa com investimentos voltados mais para a área social. O governo reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do País e destaca que a melhoria da qualidade de vida nas grandes cidades é um dos focos na nova fase.

 

Em tom de campanha eleitoral, o governo promete ampliar no PAC 2 as ações de infraestrutura social e urbana e continuar investindo na urbanização das favelas, saneamento ambiental, obras de pavimentação, drenagem para que "cenas dramáticas nas enchentes e dos deslizamentos do ultimo verão sejam esquecidas".

 

O governo também está prometendo a universalização do acesso de energia elétrica e água tratada, a ampliação da agricultura irrigada e a revitalização de bacias hidrográficas. Para o programa Minha Casa, Minha Vida, o governo fixa uma nova meta de construir 2 milhões de moradias, ata 2014. A maioria dessas moradias, 60%, será construída para famílias de até R$ 1,395 mil.

 

O governo disse que vai incluir no PAC 2, este ano, o Plano Plurianual de Investimentos (PPA) para que o próximo governo tenha melhores condições para executar os projetos no início do mandato. Procurando dar uma ideia de continuidade, o governo disse que os meses restantes de 2010 serão fundamentais na preparação de parte das ações do programa, como a seleção de propostas dos estados e municípios para habitação, saneamento, mobilidade urbana, pavimentação e equipamentos sociais e urbanos. A seleção dessas propostas ocorrerá entre abril e junho. 

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