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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Na falsificação, o Brasil só perde para a China

O Brasil é um dos países que mais vendem produtos pirateados no mundo, perdendo apenas para a China. Há setores em que a pirataria atinge mais da metade dos produtos vendidos, como é o caso dos CDs e dos artigos de software. Para o diretor-financeiro da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), Eduardo Rajo, a grande procura pelos produtos piratas no Brasil não pode ser explicada apenas pela diferença de preço entre eles e os originais. "A disponibilidade desse tipo de produto é o grande problema. Se eles não fossem tão facilmente encontrados, não haveria tanta gente comprando." O advogado da Business Software Alliance (BSA), André de Almeida, concorda: "O preço é uma explicação simplista para um fato muito mais complexo." Essa é também a opinião do coordenador da campanha antipirataria da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Rodrigo Munhoz: "Há países que possuem renda igual à do Brasil e não estão na mesma situação que nós no que diz respeito à pirataria. O problema é que aqui a pirataria é organizada." Para tentar contornar a situação e conscientizar os consumidores, oito associações ligadas a diferentes setores da economia se juntaram na campanha "Produto pirata - a vítima pode ser você". Estão juntas na campanha a Abes, a BSA, a APBD, a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), a Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA) e a Motion Picture Association (MPA). O projeto terá investimento inicial de R$ 4 milhões e será marcado por campanhas em toda a mídia, com o apoio de artistas.

Agencia Estado,

10 de março de 2002 | 09h54

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