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Na França, Lula e Furlan acenam com queda de juros para empresários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, ressaltaram hoje em seus contatos com empresários franceses que as taxas de juros no Brasil devem começar a cair neste segundo semestre de uma forma consistente. "A reversão das expectativas inflacionárias e as medidas de controle fiscal sinalizam uma trajetória consistente de queda para as taxas de juros", disse o presidente num almoço com cerca de cem empresários brasileiros e franceses.Furlan, em entrevista à imprensa, reforçou a previsão do presidente. "Acaba de sair uma pesquisa mostrando uma perspectiva de que a inflação anual está na faixa dos 5%, portanto dentro do alvo da meta inflacionária" disse Furlan. "Além disso, possivelmente teremos um segundo mês consecutivo de inflação em queda, o que mostra a eficácia da política monetária no combate inflacionário e sinaliza que os juros devem começar a descer a escada nesse segundo semestre, reativando a economia."Furlan evitou comentar se a Selic, a taxa básica de juros da economia, já poderá ser reduzida na sua reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom). "Entre o desejo e a realidade há uma enorme distância", disse. "Cabe ao Copom decidir o que será feito." No entanto, o ministro observou que a redução da taxa de juros se fará necessária em um determinado momento. "O aperto monetário gera um desaquecimento da economia e chega um momento que os juros precisam cair para que esse declínio seja controlado", disse.Crise políticaA exemplo de Lula, o ministro ressaltou que a economia brasileira continua tendo um bom desempenho, não sendo afetada pela crise política. Segundo ele, em diversos contatos que vem mantendo com empresários europeus, o clima é de confiança na economia brasileira. "Há uma convicção de que a vulnerabilidade foi reduzida e que o Brasil não é a bola da vez", disse.No almoço entre Lula e empresários, a crise política no Brasil não foi abordada. Segundo um dos presentes, representantes de empresas francesas manifestaram de uma forma geral satisfação com o desempenho da economia brasileira.

Agencia Estado,

13 de julho de 2005 | 17h28

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