Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Na 'guerra dos centésimos', BB volta a reduzir juros e Caixa faz o mesmo hoje

Quase como um troco à concorrência privada, bancos públicos voltam a agir na verdadeira briga instalada no mercado de crédito. Na esteira do corte do juro básico da economia decidido pelo Banco Central, ontem o Banco do Brasil reduziu as taxas pela segunda vez em duas semanas.

FERNANDO NAKAGAWA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h07

Hoje, a Caixa Econômica Federal fará o mesmo. A redução, porém, é bem mais modesta que a anterior e já é tratada como a "guerra do centésimo", pois os ajustes fazem com que o juro volte a ficar menor que nos privados na segunda casa após a vírgula.

Com o objetivo declarado de oferecer taxas mais baixas que na concorrência, o BB anunciou ajustes no juro para o consumo duas semanas após a primeira redução. A medida beneficiou especialmente o juro mínimo - pago pelos melhores clientes. Crédito pessoal, cheque especial, cartão de crédito e financiamento de veículos são algumas das linhas que ficarão mais baratas a partir de segunda-feira.

Um exemplo da guerra dos centésimo está no financiamento de veículos. Desde o dia 12, o juro mínimo cobrado pelo BB era de 0,99% ao mês. Quando anunciada, a taxa era a menor do mercado. Mas Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC anunciaram redução semelhante nos dias seguintes. Assim, o mais barato passou a ser o Bradesco, com 0,97%.

Para voltar a ficar bem no ranking, o BB cortou a taxa mínima em 0,04 ponto, para 0,95%. No cheque especial, situação parecida: a nova taxa mínima do BB é de 1,38%, imediatamente abaixo da cobrada pelo HSBC, que opera a 1,39%.

A guerra do centésimo terá novo capítulo hoje, quando a Caixa deve anunciar novo corte das taxas. As taxas estavam sendo fechadas na noite de ontem, mas a intenção é ter os juros mais baixos do mercado.

"Três fatores explicam a queda. A Selic menor, a boa reação dos clientes à redução anterior e o fato de que vimos que não tínhamos ficado com juros abaixo da concorrência. Por isso, cortamos, já que tradicionalmente temos juros menores que a média do mercado", explica o vice-presidente de negócios de varejo do BB, Alexandre Abreu.

Sobre a disputa de taxas, o executivo do BB disse apenas que "o mercado está bastante animado". "Vamos aguardar. Tudo a seu tempo", disse, ao ser questionado se o banco poderia reagir novamente a uma eventual ação dos concorrentes privados.

Na Caixa, além de taxas menores, o atendimento será ampliado para que a instituição possa emprestar mais. A partir de segunda-feira, e até 11 de maio, todas as agências abrirão uma hora mais cedo. Além disso, no dia 12 de maio, o sábado que antecede o Dia das Mães, o banco abrirá as portas para oferecer financiamentos e empréstimos a clientes e não clientes. O Dia das Mães, vale lembrar, é a segunda data mais importante do comércio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.