Na Índia, Amorim critica EUA

Em um encontro que definirá a retomada ou o sepultamento da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, bateu duro nos entraves impostos pelos Estados Unidos às negociações, paralisadas desde julho de 2008.

Denise Chrispim Marin, O Estadao de S.Paulo

04 de setembro de 2009 | 00h00

Em seu discurso no encontro ministerial da OMC de Nova Délhi, ontem, o chanceler teve o cuidado de não mencionar diretamente a Casa Branca. Mas expôs cada uma das novas exigências de Washington - a maior abertura dos mercados industriais de economias em desenvolvimento e a menor proteção à agricultura familiar - como a "receita" para o fracasso definitivo de Doha.

"O que nós todos sabemos é que uma mudança significativa nos objetivos da Rodada não funcionará neste momento. Esperar agora um movimento de todos ou de alguns membros da OMC, especialmente das economias em desenvolvimento, é uma evidente receita de colapso."

Amorim enfatizou que as novas exigências dos EUA aos países em desenvolvimento "violam os mandatos negociadores", ou seja, os compromissos dos sócios da OMC de alcançar um acordo equilibrado e com foco na agricultura.

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