Na Justiça, Vasp garante que paga dívida trabalhista

Um acordo firmado na Justiça do Trabalho na manhã de hoje pode pôr um fim na novela em que se transformou a quebra da Vasp. O controlador da empresa, Wagner Canhedo, se comprometeu a depositar até terça-feira R$ 40 milhões como caução numa conta judicial aberta na 14.ª vara do Trabalho de São Paulo na forma de uma carta de fiança emitida pelo Banco do Brasil. A novidade na assinatura do acordo ficou por conta da presença de dois representantes de uma possível compradora da Vasp. Os executivos Joicy von Stwezzer e Marcos Antonio Faria assinaram o termo em nome da empresa GBDS S.A., respectivamente como vice-presidente de Estratégia e vice-presidente de Finanças. Segundo representantes dos trabalhadores da Vasp, von Stwezzer e Faria informaram ao juiz Homero Batista Mateus da Silva que a GBDS está em processo de aquisição do controle acionário da empresa. Atualmente, Wagner Canhedo detém 77% da Vasp, com ações em nome da sua transportadora, a Wadel. O governo do Estado de São Paulo detém 4%, cota que é questionada na Justiça. Surpresa "A notícia do acordo foi uma surpresa para nós", afirmou a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziela Baggio. "Fomos convocados para a reunião na quinta-feira à tarde e não temos qualquer informação sobre essa história de compra do controle acionário", disse. Segundo Graziela, as poucas informações concretas a respeito da GBDS é que a sede da empresa é no Rio e a empresa não tem ligação com a área de transporte. A empresa atuaria na área de exportação e seria o braço de um grupo europeu no Brasil.

Agencia Estado,

27 Maio 2005 | 20h03

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