Na maior bacia hidrográfica do mundo, desafio é conscientizar sobre saneamento

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Na maior bacia hidrográfica do mundo, desafio é conscientizar sobre saneamento

Em Manaus, concessionária trabalha para criar entendimento de que a água precisa de tratamento adequado para uso

Aegea, Media Lab Estadão
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31 de agosto de 2020 | 11h15

A poucos passos das portas das casas ou passando por baixo das palafitas, a água é abundante em Manaus. O Rio Negro margeia a cidade e existem inúmeros igarapés em diversas regiões. Por isso, chega a parecer uma contradição que a capital do Amazonas, localizada na maior bacia hidrográfica do planeta, ainda tenha desafios de saneamento básico. “A água que está na natureza não é a mesma que chega nas casas. As pessoas podem perguntar, por que eu tenho de pagar pela água, se eu moro ao lado de um dos maiores rios do mundo? São coisas diferentes, você paga por um serviço que garante o tratamento da água, tornando-a potável e o seu fornecimento que garanta sua qualidade até chegar à torneira das pessoas”, explica Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, entidade voltada para o levantamento e disseminação de informações sobre o saneamento básico brasileiro.

O cenário de Manaus começou a mudar há dois anos, quando a concessão do saneamento na cidade passou para as mãos do grupo privado AEGEA, por meio de sua concessionária Águas de Manaus. Além de trazer infraestrutura, expertise técnica e investimentos, a concessionária Águas de Manaus, tem feito um importante trabalho de conscientização da população. “O grande desafio que existe em cidades com abundância de água é exatamente criar o entendimento sobre os benefícios da água tratada e da coleta e tratamento de esgoto, um trabalho que precisa ser feitos nas escolas, junto às donas de casa, com a população em geral”, explica Renato Medicis, diretor-presidente da Águas de Manaus.

Ele diz que essa conscientização faz parte do trabalho das concessionárias. “Nossos colaboradores são embaixadores da saúde e agentes da dignidade. O que a gente leva com o saneamento extrapola a atividade propriamente dita. Falar com a população em uma linguagem acessível é o grande compromisso que temos com a cidade”. Um dos programas da companhia nesse sentido consiste em visitas de casa em casa, bairro em bairro, para ouvir os usuários, levar conhecimento e solucionar problemas como vazamentos e contas em atraso.

​Cuidando do Rio Negro

O Rio Negro é a principal fonte de recursos hídricos da cidade. Abriga dois grandes pontos de captação da água, que é levada para as estações de tratamento. Depois, a Águas de Manaus realiza análises diárias para controle da qualidade da água, quando são avaliados o PH, cloro, flúor e outros componentes. “São mais de 30 mil análises mensais, possuímos pontos de coleta distribuídos pela cidade”, relata Medicis.

Nos próximos anos, a concessionária vai ampliar as redes de coleta e tratamento de esgoto em todas as regiões da cidade. Desde que assumiu a gestão do serviço, a Águas de Manaus inaugurou três estações de tratamento (ETE's) de médio e grande porte. Atualmente, as redes de esgoto da companhia alcançam 21% da capital.  “Avançar com a coleta e tratamento de esgoto é fundamental para a saúde e qualidade de vida das pessoas”, afirma Medicis.



 

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