Na ponta do consumidor, juro fica mais alto em agosto

O spread das operações de crédito - diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos - teve uma alta de 0,3 ponto porcentual no mês de agosto em relação a julho. Com isso, o spread passou dos 27,2 pontos porcentuais de julho para 27,5 pontos porcentuais. Ou seja, a diferença entre o juro cobrado na ponta do consumidor e a taxa paga aos investidores nas aplicações financeiras ficou maior. Nas operações com pessoas jurídicas, o spread ficou estável em 13,1 pontos porcentuais. As pessoas físicas, por sua vez, pagaram um spread 0,4 ponto porcentual maior nos empréstimos tomados em agosto. Com este aumento, o spread dos empréstimos às pessoas físicas passou dos 45,3 ponto porcentual de julho para 45,7 ponto porcentual. Perspectivas A trajetória futura dos juros dos empréstimos bancários, segundo O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, não deverá sofrer grandes elevações em função da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a taxa básica de juros, Selic, de 16% para 16,25% ao ano e sinalizar novas altas. "Como há uma migração entre as modalidades de crédito, a taxa não deve subir muito", disse.

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