Nilton Fukuda/Estadão - 28/11/2019
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Na sexta alta consecutiva, vendas do varejo sobem 0,1% em outubro

Comércio desacelerou, depois de crescer 0,8% em setembro; no ano, crescimento acumulado é de 1,6%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2019 | 09h42
Atualizado 11 de dezembro de 2019 | 14h59

RIO - Um discreto crescimento na renda do trabalhador, o aumento nas concessões de créditos para as famílias e a intensificação da liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajudaram a aumentar as vendas do varejo em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comércio varejista teve ligeiro crescimento de 0,1% em relação a setembro. Apesar da alta modesta em outubro, as vendas completaram seis meses consecutivos de avanços, período em que acumularam um ganho de 2,7%. No ano, o crescimento é de 1,6%.

"A conjuntura econômica tem sido favorável. O mercado de trabalho vem se recuperando, ainda que com trabalho informal, mas nesse mês de outubro a renda teve um discreto crescimento. A inflação controlada cria um ambiente de consumo mais favorável, a redução de juros abre espaço para maior concessão de crédito. E, além disso, o mês de outubro teve dois dias de liberação do FGTS. Dado que as famílias estão com nível de endividamento baixo e controlado, é possível que tenham feito decisões de consumo”, enumerou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

Seis entre as oito atividades do varejo registraram crescimento na passagem de setembro para outubro: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,3%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%), móveis e eletrodomésticos (0,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,3%) e tecidos, vestuário e calçados (0,2%).

Por outro lado, o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria recuou 1,1% e o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve ligeira queda de 0,1%. Segundo Isabella Nunes, foi o segmento de supermercados que impediu um desempenho melhor do varejo em outubro.

“Supermercados cresceram cinco meses consecutivos até setembro, acumulando uma alta de 4,0% (no período). E ele acomoda as vendas, é natural depois de uma sequência positiva dessa”, disse Isabella.

Já no comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas cresceu 0,8% em outubro ante setembro. O setor de veículos, motos, partes e peças avançou 2,4%, enquanto material de construção teve elevação de 2,1%.

“O comércio está mais dinâmico que a indústria e os serviços”, afirmou Isabella. “As taxas do segundo semestre são mais elevadas, mostrando que o varejo ganha mais ritmo ao longo do ano”, justificou.

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