Na Venezuela, Braskem e Pequiven anunciam projeto

Os investimentos nas duas unidades petroquímicas giram em torno de US$ 3,5 bilhões

Stella Fontes, da Agência Estado,

13 de dezembro de 2007 | 19h25

A Braskem anunciou nesta quinta-feira, 13, a constituição de duas empresas, em parceria com a venezuelana Pequiven, para implantação de um projeto petroquímico integrado no Complexo Industrial de Jose, na Venezuela. O anúncio foi feito em Caracas, durante encontro entre os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Os investimentos nas duas unidades petroquímicas giram em torno de US$ 3,5 bilhões e representam, segundo a Braskem, um passo decisivo em "sua estratégia de internacionalização com objetivo de tornar-se uma das dez principais petroquímicas globais". No comunicado, o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, afirma que "os acordos de acionistas, incluindo as bases para o fornecimento de matéria-prima, definem um marco fundamental na implantação de um dos projetos mais competitivos da petroquímica mundial". Os acordos de acionistas e a criação das empresas deverão ser analisados em breve pelo Conselho de Administração da Braskem. "As bases firmadas pelos acionistas atendem aos critérios de escala global, tecnologia atualizada e acesso a matéria-prima competitiva, permitindo posicionar as empresas no primeiro quartil de custo de produção da petroquímica global", informa o comunicado. Produtos envolvidos Em comunicado, a Braskem informa que as empresas serão controladas de maneira paritária e sua produção será destinada ao mercado venezuelano e também para exportação para a Europa, Estados Unidos e costa oeste da América do Sul. A primeira empresa constituída, a Polipropileno del Sur (Propilsur), será responsável pela construção e operação de uma unidade de polipropileno (PP), com capacidade de 450 mil toneladas/ano, integrada a uma unidade de desidrogenação de propano. Nesse projeto, cujo início de operação está previsto para o segundo semestre de 2010, o aporte está estimado em US$ 900 milhões. Já a Polietilenos de America (Polimérica) será responsável pela construção e operação de um cracker de etano a partir de gás natural, com capacidade de 1,3 milhão de toneladas/ano de eteno, integrado à produção de 1,1 milhão de toneladas/ano de polietileno (PE). A produção da resina será feita em três unidades: polietileno de alta densidade, polietileno de baixa densidade e polietileno de baixa densidade linear. O custo estimado do empreendimento é de US$ 2,6 bilhões e o projeto deve entrar em operação no segundo semestre de 2012. Administração A Braskem informa ainda que definiu, com a Pequiven, "um modelo de governança corporativa alinhado com as melhores práticas internacionais, garantindo aos sócios direitos igualitários na gestão e representação paritária no Conselho de Administração, onde todas as decisões são tomadas por consenso entre os acionistas". Os contatos com agências multilaterais, agências de crédito às exportações, bancos de fomento e bancos privados que financiarão o empreendimento já foram iniciados. Conforme a companhia brasileira, 70% do investimento total será financiado por meio de project finance e os 30% restantes corresponderão a aportes dos sócios em iguais proporções.

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