Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na véspera de manifestações, dólar sobe para R$ 3,18 com cautela do investidor

Moeda avançou pela terceira sessão seguida e registra alta de quase 2% na semana; Bolsa terminou o pregão em leve queda

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 18h15

SÃO PAULO - O dólar fechou em alta pela terceira sessão seguida e terminou o dia cotado a R$ 3,1818 (+0,24). Já a Bolsa encerrou os negócios em queda de 0,29%, aos 64.676,55 pontos.

No mercado, prevalece o temor de que o governo não consiga votos suficientes para a aprovar a reforma da Previdência. Também as manifestações marcadas para esta sexta-feira, 28, preocupam, uma vez que podem pressionar deputados a votar contra a reforma.

Em reação ao quadro político, o dólar já avançou quase 2% na semana, passando de R$ 3,1268 no início da semana para R$ 3,1818 na sessão de hoje (+1,76%). A Bolsa, apesar da queda de hoje, avançou 0,44% desde segunda-feira, 24.  

As expectativas em torno da greve geral marcada para amanhã e, ainda, das manifestações do Dia do Trabalho continuaram a orientar os negócios locais ao longo da tarde. 

Os investidores optaram por manter-se na retranca como ocorreu já no fim da manhã, logo após certo alívio com a aprovação da reforma trabalhista ontem na Câmara, à espera da adesão aos movimentos e de possíveis desdobramentos que afetem o calendário da reforma da Previdência. O foco está no cronograma da reforma e, ainda, no apoio ao governo Michel Temer. 

Nos ativos, a postura defensiva deu suporte ao avanço do dólar à vista pela terceira sessão seguida. A moeda norte-americana retomou o nível de R$ 3,18, não verificado no fechamento desde o início de março. 

A Bolsa também operou tendo o quadro político e fiscal como pano de fundo. O dia, contudo, também foi dedicado em boa medida aos ajustes de posição relacionados aos balanços, como os de Vale e Bradesco. 

As ações de bancos, em alta, limitaram o recuo do Ibovespa. Já a mineradora e Petrobrás refletiram a desvalorização das commodities no exterior. No mercado internacional, incertezas geraram busca por segurança. Expectativa com balanços do setor de tecnologia, porém, garantiram ligeira aos índices de ações de Nova York./COM ÁLVARO CAMPOS E PAULA DIAS

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