Nacionalismo na AL é um perigo para o Brasil, diz analista

O analista Gray Newman, do banco Morgan Stanley, alertou que a "complacência" na adoção de reformas e o crescente nacionalismo na América Latina representam dois riscos importantes para as principais economias da região, Brasil e México.Num relatório enviado para clientes, ele prevê que o crescimento da economia brasileira poderá surpreender positivamente em 2007 diante da perspectiva de mais cortes de mais cortes nos juros nos próximos meses. Mas observa que tanto o Brasil como o México, "que produziram grandes retornos para os investidores no ano passado, correm o risco de complacência".Segundo Newman, os dois países precisam de uma plataforma para investimentos mais forte para garantir um crescimento maior e sustentável no longo prazo. "E isso significa melhoria no ambiente regulatório, fortalecimento da infra-estrutura e um setor público mais saudável", afirmou. "Nessas áreas, os sinais têm sido conflitantes." No caso do Brasil, Newman espera que o pacote econômico prometido para o próximo dia 22 pelo governo não apresente progressos suficientes para melhorar a situação fiscal.Outro risco para a América Latina, segundo ele, é o crescente nacionalismo, concentrado até o momento na Venezuela, Equador e Bolívia. "Uma abundância de fluxos positivos de recursos criou uma nova rodada de nacionalismo e populismo", disse. "E quanto mais tempo a América Latina continuar a ser favorecida pelas condições positivas no comércio e a demanda global - o que achamos que vai continuar em 2007 e 2008 - mais tempo também os nacionalistas e populistas poderão ganhar terreno."O fato da Venezuela e Argentina estarem no topo do ranking de crescimento econômico da região, observou, "cria um desafio ainda mais sério para o Brasil e México".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.