Nacionalização da YPF afeta controle acionário de empresas com participação da Petrobrás

Estatização da petrolífera terá efeito cascata de expropriação de todas as participações da Repsol em empresas instaladas na Argentina

Marina Guimarães, correspondente, e Sabrina Valle, da Agência Estado,

19 de abril de 2012 | 18h16

BUENOS AIRES - A nacionalização de 51% da YPF e da YPF Gas na Argentina terá um efeito cascata que afeta o controle acionário de pelo menos duas empresas na qual a Petrobrás detém participação, a Refinaria Del Norte (Refinor) e a petroquímica Mega.

Em ambas a Petrobrás ou sua subsidiária argentina são sócias minoritárias, com cerca de um terço de participação. Mas a brasileira dividia o controle com a YPF, que agora teve nacionalizados 51% que estavam nas mãos da espanhola Repsol.

A Petrobrás no Brasil preferiu não comentar se a troca de controle acionário provocará efeitos na companhia brasileira. Mas uma fonte disse à Agência Estado que um possível aumento da presença da Petrobrás na Refinor será pauta das reuniões que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, terá amanhã em Brasília com o ministro do Planejamento da Argentina e interventor da YPF-Repsol, Julio De Vido, e com o ministro de Energia, Edison Lobão. Uma maior presença da Petrobrás seria uma forma de ajudar a argentina.

"A ideia é manter os atuais sócios e que aumentem a presença nas companhias", disse.

A Mega produz derivados de gás natural usados como matéria-prima na indústria petroquímica. A Petrobrás detém 34%, a YPF 38% e a Dow Chemical, 28%. Já a Refinor está nas mãos de Repsol-YPF (50%), Pluspetrol (21,5%) e Petrobrás (28,5%).

A troca de controle acionário acontecerá pois a nacionalização terá um efeito cascata de expropriação de todas as participações da Repsol em empresas instaladas no país.

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