Nacionalização na Venezuela não muda planos da Braskem

O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, disse nesta sexta-feira que as recentes declarações e iniciativas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, relativas à estatização de parte do setor petrolífero naquele país, não devem mudar os planos da companhia. A Braskem tem dois projetos na Venezuela, em parceria com a Pequiven - braço petroquímico da estatal PDVSA. Segundo ele, a empresa está trabalhando com os prazos previstos originalmente."Temos um acerto que prevê participação de 50% para cada uma das empresas em cada projeto, o que deixa a Pequiven em uma situação bastante confortável", defendeu o presidente da Braskem. "O que o presidente (Chávez) está fazendo é colocar em prática uma política para o petróleo."A expectativa da companhia é a de que a unidade de polipropileno (PP) que deve ser instalada na Venezuela, em El Tablazo, entre em operação no final de 2009. Já o Complexo de Jose, com capacidade para 1, 2 milhão de toneladas/ano de eteno e 1 milhão de toneladas/ano de polietileno, deve partir em 2011. O executivo disse ainda que a petroquímica pretende iniciar as operações de uma nova fábrica de PP, em Camaçari, na Bahia, entre 2010 e 2011. Conforme o executivo, a unidade terá capacidade de produção de até 350 mil toneladas/ano, similar à da Petroquímica Paulínia (PPSA), cuja pedra fundamental foi lançada nesta sexta.Durante cerimônia, o executivo afirmou que a companhia investiu, desde sua constituição em 2002, R$ 2,5 bilhões em novos projetos, modernização e ampliação de capacidade. "E temos como meta estar entre os 10 maiores grupos petroquímicos mundiais", complementou Grubisich, acrescentando que em cinco anos a Braskem deverá quase que dobrar sua capacidade produtiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.