Namorada de Wolfowitz foi contratada a pedido do Pentágono

O Departamento de Defesa pediu a uma empresa privada, a SAIC, que empregasse em 2003 Shaha Ali Riza, namorada do presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, para fazer um trabalho no Iraque, informou na terça-feira, 17, a companhia, que presta serviços ao Pentágono. O escritório do subsecretário para políticas, na época sob o comando de Douglas Feith, pediu à Science Applications International Corporation que contratasse os serviços de Riza. Ela seria encarregada de estudar por um mês assuntos relacionados com a criação de um novo governo no Iraque. Feith era subordinado de Wolfowitz, quem em 2003 era o segundo em comando no Pentágono. Voluntária Victoria Toensing, uma advogada que representa Frisa, disse ao jornal The New York Times que sua cliente foi ao Iraque como voluntária e na época pediu dispensa do Banco Mundial. Em comunicado, a SAIC explicou que recebeu do Pentágono um pedido para contratar Frisa para trabalhar numa unidade conhecida como "Iraq Governance Group", encarregada de criar uma estrutura de governo no país, após a expulsão de Saddam Hussein. "A SAIC não desempenhou nenhum papel na seleção do pessoal que integrava o Iraq Governance Group, segundo este contrato", diz o comunicado. Riza não recebeu salário no Iraque, segundo o texto, mas a empresa pagou as despesas de sua estadia. A polêmica Riza está no centro de uma polêmica no Banco Mundial. A controvérsia explodiu depois que se soube que Wolfowitz ordenou diretamente uma promoção e dois aumentos salariais, num total de US$ 60 mil, para sua namorada, antes que ela fosse transferida para o Departamento de Estado, em setembro de 2005. As regras da entidade proíbem que casais se supervisionem entre si ou tenham a mesma categoria de autoridade, o que forçou a transferência de Riza para o Departamento de Estado. Porém, ela permanece na folha de pagamento do BM, do qual recebe US$ 193.590 anuais. Wolfowitz pediu desculpas, mas disse que pretende continuar no seu posto, contrariando os pedidos para que renuncie.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 01h44

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