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Não acredito em renúncia de Levy, diz presidente do conselho do Itaú

Ministro da Fazenda chegou a ameaçar pedir demissão em disputa com Renan Calheiros sobre subsídios às elétricas

O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 12h24

O presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles, afirmou que o governo conseguirá implantar o ajuste fiscal no Brasil e que, embora não tivesse conhecimento sobre uma possível renúncia do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, caso o ajuste fiscal não passasse no congresso, não acredita nesta possibilidade.

"O ajuste fiscal será feito. As pessoas continuam apostando no Brasil. Nosso novo data center é prova disso", afirmou Salles, a jornalistas, após cerimônia de inauguração do novo data center do Itaú Unibanco, em Mogi Mirim (SP).

Roberto Setubal, presidente executivo da instituição, afirmou que primeiro será feito o ajuste fiscal e depois a retomada de crescimento do Brasil. Mais cedo, durante a cerimônia, ele disse que isso deve acontecer "logo", mas não citou quando e nem a que taxas o País deve voltar a crescer.

Nesta sexta-feira, 13, o dólar disparou com a piora no cenário político. Manifestações por todo o País, notícias sobre a Petrobrás e uma disputa sobre subsídio às elétricas entre Joaquim Levy e o presidente do Senado, Renan Calheiros, azedaram o humor do mercado.

Estrutura societária. O Itaú Unibanco não deve ter mudanças significativas em termos de estilo de gestão por conta da alteração da estrutura da holding anunciada há algumas semanas, segundo Marcio Schettini, diretor geral de tecnologia e operações (DGTO). "Ainda é cedo para falar em mudança de estilo de gestão, mas não esperamos alterações significativas. Estávamos nos preparando para a redistribuição das responsabilidades. Tudo está sendo feito com muito cuidado", afirmou.

Segundo Schettini, apesar da mudança física e de layout, o banco Itaú continua com a mesma configuração. A alteração que ele se refere está inserida no início da fase de transição do comando da instituição que deverá culminar com a saída de Roberto Setubal em 2017, que atingirá limite de idade estatutário. Com isso, foram criadas três diretorias. Além da que será comandada por Schettini, há a diretoria geral de atacado, presidida por Candido Bracher, e a de varejo, sob responsabilidade de Marco Bonomi. 

Inauguração. O Itaú Unibanco inaugurou nesta sexta-feira, 13, um centro de dados que vai aumentar sua capacidade de processamento de transações em 25 vezes e ajudará a controlar custos da instituição, conforme o maior banco privado do país aposta em eficiência para proteger lucros. 

O centro de processamento de dados, que custou cerca de R$ 3,3 bilhões, faz parte de um pacote de R$ 11,1 bilhões para melhorar a eficiência operacional via investimentos em tecnologia.Roberto Setubal está apostando em controles de custo estritos e na oferta de mais produtos e serviços para enfrentar a economia brasileira estagnada.

A instalação de 151 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 14 campos de futebol, permitirá que o Itaú processe a demanda crescente de transações financeiras até 2050, disse Setubal a jornalistas. No ano passado, o Itaú processou R$ 31 bilhões de transações e o novo centro permitirá que esse número chegue a R$ 35 bilhões neste ano. "Este é um passo na direção de nos preparar para o futuro", afirmou.              

Os esforços de Setubal para focar em lucratividade e eficiência às custas de fatia de mercado têm permitido que o banco consiga um desempenho melhor que os rivais em todos os trimestres nos últimos dois anos.Para executivos da instituição, o centro de processamento de dados é crucial para os esforços do banco em manter o crescimento das despesas com vendas e gerais e administrativas abaixo da inflação anual nos próximos anos.

Segundo Márcio Schettini, a nova central de dados começará a afetar os resultados do banco apenas em meados do próximo ano, quando a instalação assumir todo o processamento de transações financeiras. (Com informações da Agência Estado e da Reuters)

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