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Não colocaremos estabilidade fiscal em risco, diz Brown

Primeiro-ministro britânico diz que governo vai conceder crédito e investir contra crise financeira

Ana Conceição, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 09h57

O governo do Reino Unido irá conceder crédito e investir para enfrentar a recessão econômica, mas não colocará a estabilidade fiscal em risco, disse nesta segunda-feira, 26, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, durante um discurso na Associação da Imprensa Estrangeira, no centro de Londres. "O custo dos empréstimos do governo está baixo, a meta de inflação continua o centro de nossa política e colocamos em prática planos para restaurar o equilíbrio fiscal à medida que a economia se recuperar", afirmou. Veja tambémDesemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O discurso de Brown ocorre depois de seu governo ter lançado, na semana passada, um segundo pacote de apoio ao sistema financeiro com o intuito de estimular a concessão de crédito. O governo reclamou na ocasião que embora alguns bancos domésticos tenham aumentado sua atividade de empréstimos o mesmo não estava ocorrendo com os bancos estrangeiros.  Brown, que será anfitrião do próximo encontro de líderes do Grupo das 20 nações mais industrializadas, em 2 de abril, disse que os governos internacionais devem concordar com uma "carta de princípios" para assegurar a regulação e a transparência nos mercados globais. "A multiplicidade de regulamentação é inadequada. Temos que concordar com uma nova era de coordenação", afirmou o primeiro-ministro britânico.  Ele sublinhou que os governos devem elaborar uma regulamentação para as empresas financeiras não bancárias, tais como fundos hedge, e para os novos mercados de instrumentos financeiros complexos. "A regulação será transformada em cada país na medida em que aprendermos as lições do que aconteceu globalmente", afirmou. Brown acrescentou que a estatização do Northern Rock pagou a maior parte do empréstimo concedido pelo governo à instituição. "Dos 16 bilhões de libras emprestados pelo Banco da Inglaterra no ano passado, cerca de dois terços foram pagos com a estatização, e antes do prazo", disse. Questionado sobre a recente desvalorização da libra esterlina, Brown disse que a política do governo não é ter metas de câmbio, mas controlar a inflação por meio das taxas de juros.

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