"Não começamos a negociar um novo acordo", diz FMI

Minutos depois do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ter confirmado que o governo começou a conversar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a possibilidade de um novo acordo, o chefe da missão do Fundo, Jorge Marquez-Ruarte, preferiu ser mais cauteloso. Após deixar o Ministério da Fazenda, onde teve a primeira reunião de trabalho com Palocci, Ruarte disse apenas que a missão conversou sobre a quinta e última revisão do acordo atual com o FMI. ?Não começamos a negociar um novo acordo. O governo decide o seu momento de iniciar as negociações. Até agora estamos discutindo a quinta revisão?, disse Ruarte, que reafirmou o apoio do FMI para um novo acordo: ?O fundo vai sempre apoiar o Brasil?. Diante da insistência dos jornalistas com perguntas sobre as negociações de um novo acordo, Ruarte comentou: ?É muito cedo para discutir um novo acordo?. Antes da saída de Ruarte, o ministro Palocci havia dito que já tinha começado a conversar sobre a possibilidade de um novo acordo. ?Reformas devem prosseguir?Jorge Marquez-Ruarte elogiou o desempenho da economia brasileira, mas alertou que o País precisa fortalecer o crescimento e prosseguir com as reformas. "A economia está indo muito bem. Já vemos a recuperação. A inflação está baixando, as taxas de juros estão baixando, o real se apreciando e o risco país está caindo a níveis que não víamos há muitos anos", afirmou Ruarte, em rápida entrevista ao deixar o Ministério da Fazenda, onde teve a primeira reunião de trabalho com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. O chefe da missão disse, no entanto, que falta que o crescimento "se fortaleça". "Ainda tem de seguir com as reformas. O governo está trabalhando de forma muito efetiva com a reforma previdenciária e tributária. Há outras reformas em marcha, com a Lei de Falências, que são importantes", comentou ele.Leia maisGoverno começa negociação sobre novo acordo com FMIBC apresenta projeções econômicas ao FMIExpectativa sobre FMI é muito positiva, diz PalocciMissão do FMI está no Ministério da Fazenda

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