Não compete ao BC discutir controle de gastos, diz Meirelles

Presidente do banco diz que 'não faz discussão de ordem social ou de ordem conceitual sobre alguns assuntos'

Célia Froufe, enviada especial, Agência Estado

30 de setembro de 2009 | 14h54

A discussão sobre maiores ou menores gastos por parte do governo não compete ao Banco Central, afirmou o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. "O BC não faz discussão de ordem social ou de ordem conceitual sobre determinados assuntos que não aqueles que pertencem à esfera do Banco Central", disse, no ônibus que o conduziu da sede do PMDB à sua residência, nesta capital.

 

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Meirelles deu como exemplo uma campanha do governo sobre vacinação: disse que tratar-se de uma importante decisão da política de saúde, mas não compete da autoridade monetária fazer avaliação sobre ela.

 

Meirelles comentou que o conjunto de impulsos fiscais tende a diminuir o hiato do produto e que este é um dos fatores que podem levar ao aumento da inflação e também da atividade. Ele enfatizou que, mesmo tendo em conta essa aumento causado por estímulos fiscais conhecidos até o momento, a projeção do BC para a inflação de 2010 é a de não deve passar de 4,4% - porcentual que estaria em linha com a meta de 4,5% perseguida pela autoridade monetária.

 

A estimativa oficial foi apresentada na sexta-feira (25), na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação. "A projeção de 4,4% está consistente com a meta", disse Meirelles.

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