EFE/Laurent Gillieron
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'Não consideramos alta de impostos agora', diz Meirelles, em Davos

Ministro da Fazenda afirmou à 'Bloomberg' que medidas de ajuste fiscal são mais pelo controle de despesas; ele voltou a demonstrar otimismo com votação da Previdência

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2018 | 17h15

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 25, que não há um plano B do governo no caso da reforma da Previdência ser engavetada. Ele reafirmou estar confiante que o texto será aprovado em fevereiro no Congresso, de acordo com entrevista à agência de notícias Bloomberg News concedida em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. Meirelles descartou elevar impostos e ressaltou que as medidas do governo para o ajuste fiscal são mais pelo lado do controle de despesas.

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Meirelles começou a entrevista afirmando que a agência de classificação de risco S&P Global Ratings deixou "muito claro" os motivos que provocaram o rebaixamento da nota soberana do Brasil e o principal deles foi a não aprovação da reforma da Previdência até agora. 

"Mais importante, eles (os técnicos da S&P) indicaram o que será necessário para a melhora do rating que é a votação da reforma, que acredito que será agora, e em segundo lugar que o Brasil cresça em 2018, que é um fato dado, porque o Brasil está crescendo", disse ele, mencionando ainda que um terceiro fator é a eleição presidencial.

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Plano A. "Neste momento, não estou trabalhando com um plano B ou alternativa à reforma (da Previdência)", disse Meirelles na entrevista. "Temos que votar e acho que agora há um melhor entendimento no País e no Congresso das propostas da reforma", completou. 

O ministro ressaltou que a reforma da Previdência vai beneficiar as classes de menor renda e criar um sistema previdenciário mais justo. "Acho que agora as chances de aprovação são muito melhores."

"Não estamos considerando elevar impostos agora, estamos avaliando outros tipos de controles das despesas", afirmou Meirelles ao falar do ajuste fiscal.

Real. Meirelles foi questionado sobre a forte valorização do real nos últimos meses e perguntado se o nível atual da divisa preocupa o governo. O ministro afirmou que o patamar "não é problemático", mas evitou falar em um nível que seria bom para o dólar no Brasil. 

A economia brasileira está crescendo, puxada pelo consumo e o mercado doméstico e as exportações são importante, mas não são o principal fator para estimular o Produto Interno Bruto (PIB), disse o ministro.

Crescimento. O PIB brasileiro deve crescer na casa dos 3% neste ano e Meirelles ressaltou que é provável que o número surpreenda para cima, assim como a arrecadação do governo, que pode vir melhor que o esperado. 

"Três por cento para o PIB é um bom número, é um número sólido", disse ele, ressaltando que os agentes têm revisado as previsões de expansão para cima. 

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