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Não dá para abrir conta conjunta para investir

Para juntar R$ 60 mil em 16 meses, é preciso aplicar algo em torno de R$ 3,5 mil por mês.

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 05h01

Soube que a minha pontuação de crédito não é a máxima nos birôs especializados. Não entendo a razão: sou bom pagador, nunca fui inadimplente ou tive meu nome ‘negativado’. Como posso fazer para melhorar a minha pontuação?

Melhorar a pontuação de crédito começa por entender como as empresas especializadas calculam esse número, chamado no mercado de score. Os birôs de crédito utilizam dados públicos a partir de seu CPF e analisam o seu cadastro, o histórico de pagamentos e busca por crédito em lojas, instituições financeiras e cartões de crédito. No seu histórico entram todas as contas pagas, como água, gás, luz, telefone, gastos com cartão de crédito, crediários em lojas, tomada de empréstimos, financiamentos, etc. Essa análise é dinâmica, ou seja, você pode estar hoje com suas contas em dia, mas, se há algum tempo atrasou alguma dívida, sua pontuação cai. Considere que ganhar muito não significa que a pontuação seja alta. Há muitas pessoas que ganham muito bem, mas gastam mais do que devem – e, por causa disso, têm uma pontuação de crédito muito baixa. Pontuação de crédito alta significa que você toma crédito e é um bom pagador. Tudo que lojistas, bancos, financeiras e até o seu cabeleireiro querem é o consumidor que compra muito e paga em dia. Uma primeira dica importante é manter a sua vida financeira organizada, planejando gastos e investimentos. Algo também importante é você abrir o seu cadastro positivo junto às empresas especializadas. Usar o cartão de crédito ajuda. Ter crédito também ajuda, mas não saia por aí pedindo crédito para todo mundo – isso atrapalha, mesmo porque, se você é bom pagador, as empresas virão atrás de você. Mas, algo que você não deve fazer é confiar em empresas na internet que prometem melhorar o seu score. Subir a sua pontuação de crédito só depende de você.

 

Vamos nos casar em 16 meses. Gostaríamos de abrir uma conta conjunta para ir acumulando mensalmente o dinheiro em um investimento que fosse de baixo risco. Um mês antes do casamento queremos ter por volta de R$ 60 mil para pagar a festa. Qual seria o melhor investimento em aplicações de renda fixa? Outra dúvida: na hora de declararmos o Imposto de Renda, cada um pode declarar 50% desse investimento?

Abrir conta corrente ou de poupança conjunta é possível, mas conta conjunta de investimentos não. Abrir uma conta de aplicações financeiras, por exemplo, numa instituição especializada ou em uma corretora só é possível com um único CPF – embora o retorno do investimento possa ser depositado em uma conta conjunta. Assim, vocês podem ter uma conta corrente conjunta e, dessa conta, transferir o montante para um investimento. Encontrei um caso na internet admitindo abrir conta conjunta em corretora, mas, mesmo assim, é preciso entender que um investimento – por exemplo, aplicações no Tesouro Direto –, será feito em um único CPF. Já no crédito de juros ou resgate do papel, o valor poderá ser depositado na conta conjunta. A parte do saldo da conta corrente conjunta de cada um deve ser declarada em sua respectiva declaração de Imposto de Renda. Como o objetivo de vocês tem prazo bem marcado e a ideia é investir mensalmente, vocês podem pensar no Tesouro Selic ou num fundo de renda fixa, desde que tenha taxas de administração bem baratas. Para juntar os R$ 60 mil vocês devem aplicar algo em torno de R$ 3,5 mil por mês. 

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