Não dá para falar nem quando nem como juros vão cair, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse hoje que o otimismo que tem manifestado em relação ao comportamento da inflação não deve ser interpretado como uma sinalização de queda para a próxima reunião do Copom. "Fui bem claro com vocês ontem?, disse aos repórteres em Paris. ?Não dá para falar nem quando nem como, isso é uma decisão do Copom, que vai analisar e discutir de forma autônoma. O que eu disse é que vejo com otimismo os números da inflação e o próprio relatório do BC sobre inflação mostra otimismo com os números." Palocci observou que o espaço para corte de juros deve ser trilhado de uma maneira mais curta ou longa, o que é uma discussão técnica que cabe ao Copom. ?Não sei qual será a decisão."Em relação à discussão sobre o reajuste do salário mínimo, o ministro disse que o presidente Lula deve decidir sobre o tema na próxima semana. "Essa é uma decisão exclusiva do presidente", afirmou. "Estamos oferecendo a ele os números, as disponibilidades orçamentárias e ele vai tomar sua decisão até início do próximo mês." Segundo Palocci, "vai haver algum aumento, sim". E completou: "Não tenho a menor idéia de quanto será". Demonstrando muito bom humor, Palocci reafirmou seu otimismo com as perspectivas da economia brasileira. "Toda vez que eu viajo ao exterior os indicadores melhoram no Brasil, acho que vou viajar mais", brincou. O ministro participou de uma conferência promovida pelos governos da França e da Grã-Bretanha para discutir formas de apoio financeiro aos países pobres. Durante o evento, Palocci manteve breves reuniões com a diretora-gerente-interina do FMI, Anne Krueger, com o chanceler britânico Gordon Brown e com o novo ministro de Finanças da França, Nicola Sarkozy. Segundo Palocci, além de discutirem temas relacionados ao evento, foram debatidos nesses encontros a atual situação da economia mundial.

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