Amanda Perobelli/Estadão
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‘Não dá para fazer de todo estádio um Allianz Parque’, diz Rogério Dezembro

O ex-presidente do Allianz Parque agora é sócio da LivePark, empresa que pretende usar melhor o potencial de estádios, parques e outros espaços para shows e eventos

Entrevista com

Rogério Dezembro, sócio da LivePark

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2020 | 05h00

Ex-presidente do Allianz Parque e um dos responsáveis por transformar o estádio do Palmeiras em uma arena multiúso, o executivo Rogério Dezembro está com um novo projeto: a LivePark, empresa que pretende usar melhor o potencial de estádios, parques e outros espaços para shows e eventos. Nos últimos cinco anos, diz ele, o Allianz se tornou referência global, recebendo 10 milhões de pessoas no período. Só em 2019, foram 50 shows e mais 25 eventos corporativos, além das partidas de futebol.

A nova empresa negocia atualmente a administração de seis empreendimentos pelo País, e já tem o Parque das Pedreiras, em Curitiba. Para o executivo, é necessário analisar os projetos com cuidado – e ficar de olho em alternativas além das arenas de futebol: “Os parques são uma ótima oportunidade para a realização de eventos.”

Dá para qualquer estádio de futebol virar uma arena multiúso como o Allianz?

Não dá para fazer de todo o estádio um Allianz, depende do caso. Em praças como São Paulo, em arenas que já têm uma vocação muito grande para shows, é possível. Agora, em mercados de menor demanda, uma reforma drástica não compensaria.

Em quais projetos a Live Park já atua?

Temos a operação do Parque das Pedreiras, em Curitiba, que inclui a Pedreira Paulo Leminski, o teatro Ópera de Arame e o Vale da Música, palco flutuante situado em um espelho d’água onde há música clássica ao vivo aos fins de tarde. E há ainda uma rua cenográfica, dentro do Parque das Pedreiras, com restaurantes, lanchonetes e shows de música ao vivo. Estamos reformulando o plano de negócios, para implantá-lo em 2021.

O que mais a empresa está tocando?

Estamos com seis projetos em negociações e olhando oportunidades de concessões de parques e estádios municipais à iniciativa privada. Os parques também são uma ótima oportunidade para realização de eventos.

A NeoQuímica Arena pode ter vocação para shows e eventos, como o Allianz?

Comparando com o setor de shopping centers, o Iguatemi e o Center Norte são operações bem-sucedidas em suas categorias – é mais ou menos o que ocorre entre esses dois estádios. Cada um tem uma vocação. E há outros. O estádio do Peñarol é um projeto interessante. Negociamos um acordo lá, mas não fechamos, pois a realização de eventos em Montevidéu é limitada pelos mercados de Buenos Aires e Porto Alegre.

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