Marcos Oliveira/Agência Senado
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‘Não dá para fazer transição suave sem perda de impacto grande’, diz secretário da Previdência

A transição é um dos pontos que estão sendo analisados pelo relator. O secretário disse que o governo não tem participado da discussão para o fechamento do relatório

André Ítalo e Bárbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2019 | 12h01

O secretário da Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, afirmou nesta quinta-feira, 30, ao Broadcast que não é possível promover uma transição suave na reforma da Previdência sem que haja uma perda de impacto fiscal "muito grande".

"Nós perdemos muito tempo, perdemos o bônus demográfico. Não dá pra fazer uma transição suave sem ter uma perda muito grande de impacto fiscal", disse.

"Se tivéssemos feito uma reforma em 2011, poderíamos ter uma transição suave, mas perdemos oito anos e a situação só piora", acrescentou, antes de participar de evento em São Paulo.

Rolim ressaltou que, se o relator da reforma na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), quiser manter o impacto fiscal de R$ 1,2 trilhão em 10 anos mesmo cedendo em pontos sensíveis aos parlamentares, compensações terão de ser feitas na proposta.

A transição é um dos pontos que estão sendo analisados pelo relator. O secretário disse que o governo não tem participado da discussão para o fechamento do relatório. 

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