Não é necessário maior abertura da economia, diz Mantega

O ministro reconheceu, porém, que comércio exterior garante a robustez da economia do País

Nalu Fernandes,

22 de outubro de 2007 | 18h13

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, 22, não ver necessidade de abertura maior da economia brasileira. Ao responder a uma pergunta de um analista norte-americano, durante evento para investidores em Washington, o ministro argumentou que a economia do País "está suficientemente aberta" e a apreciação da moeda brasileira já responde por abertura suficiente.  Na pergunta, o estrategista argumentou que a boa conjuntura do mercado externo, somada à conjuntura favorável do mercado brasileiro, favoreceria maior abertura comercial. Ele observou que o País tem "maior crescimento no total comercializado, mas não foi visto um bom movimento para a abertura da economia".  Mantega reconheceu que "um dos principais fatores que garantem a robustez da economia brasileira e a redução da vulnerabilidade é o comércio exterior brasileiro" e que a expectativa é de redução do superávit comercial à frente.  No entanto, disse à platéia do evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA que "temos gordura para produzir um superávit comercial ainda robusto, e não vejo necessidade de uma abertura maior da economia brasileira, porque a economia brasileira já está suficientemente aberta". "Com a valorização cambial ocorrendo, o real forte produz uma grande abertura pois barateia os produtos estrangeiros", acredita.

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