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Não é possível baixar o preço do álcool, dizem donos de postos

O setor sucro-alcoleiro do centro-sul pretende produzir 850 milhões de litros de álcool entre março e abril, antecipando a safra de 2006. A medida deve evitar os problemas de escassez do produto no período de entressafra e contribuir para que os preços ficam estáveis. Para os revendedores, entretanto, nem o adiantamento da safra nem o acordo para redução do preço nas usinas serão suficientes para baixar o preço nas bombas. Em entrevista à Rádio Eldorado, donos de postos criticam o acordo e dizem que os preços cobrados pelas distribuidoras estão acima do teto firmado entre governo e usineiros, em R$ 1,05(ouça o áudio).AcordoO clima na reunião em que foi selado o acordo sobre o preço do álcool não foi só de cordialidade, como se viu ao final do encontro de ontem entre governo e iniciativa privada. Fontes que estiveram no Ministério da Agricultura, em Brasília (DF), relataram à Agência Estado a pressão do poder público, com o governo impondo o teto de R$ 1,05 pelo litro do álcool aos usineiros e pedindo colaboração deles. Do outro lado, os empresários primeiro discordaram da proposta, sustentavam que o preço do litro, hoje em R$ 1,09, poderia chegar a R$ 1,22, mas, rachados, tiveram de ceder. Logo na abertura, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, salientou que o governo precisava da ajuda do setor produtivo na entressafra e lembrou que, apesar do discurso dos empresários de mercado livre para o etanol, o álcool hidratado não paga a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), enquanto a gasolina vendida nos postos paga R$ 0,52 por litro.Dilma salientou ainda que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos flex fuel é a mesma dos veículos a álcool - entre 2 e 5 pontos percentuais menor do que os movidos à gasolina.Em seguida, o ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, propôs o preço de R$ 1,05 aos usineiros, que não estavam dispostos a ceder. O impasse estava instalado, até o presidente de uma grande trading - que representa várias usinas paulistas - pedir a palavra e dizer que o seu grupo aceitava a proposta. Rodrigues elogiou a posição do executivo e sugeriu aos usineiros que se reunissem e discutissem melhor a proposta. Os usineiros se retiraram, conversaram e acabaram cedendo.No entanto, um dos empresários do setor, também presidente de uma entidade que representa um grupo de usinas, pediu a palavra, relatou que seguia contra o acordo, mas que fora voto vencido. Na saída, tanto o ministro Rodrigues quanto o presidente da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) trocaram elogios e classificaram como "histórico" o acordo de ontem. "O carro flex não é a álcool"Donos de carros flex, que rodam com álcool ou gasolina, devem continuar atentos aos preços, pois têm a opção de escolher o combustível mais vantajoso. Segundo testes realizados pelos fabricantes, enquanto o litro do álcool custar até 70% do valor da gasolina, o consumidor vai economizar com essa opção. O cálculo leva em conta que o consumo médio do álcool é superior ao da gasolina em 30%.Álcool ou gasolina: calcule qual a opção mais econômica

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