Imagem Fábio Gallo
Colunista
Fábio Gallo
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Não é possível participar de IPO da XP nos EUA

No Brasil, a gestora digital Vítreo lançou dois fundos voltados para as ações da XP

Fábio Gallo, O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2019 | 04h00

Eu estou interessado em entrar no IPO da XP Investimentos, mas pelo que vi esse lançamento de ações vai ocorrer nos Estados Unidos. Como posso comprar essas ações?

A participação da pessoa física nesse IPO não é possível, porque nos Estados Unidos os lançamentos iniciais de ações (IPO em inglês) são restritos a investidores institucionais e aos considerados accredited investors, que é um investidor qualificado que obedece a uma série de regras específicas. Em outros termos, um investidor privilegiado em termos de valores e histórico de operações. A opção será comprar no mercado secundário no exterior ou entrar num fundo de investimento que compre essas ações. Essa questão esquentou as redes sociais recentemente, porque a XP Investimentos resolveu abrir o seu capital e se tornar uma empresa listada em Bolsa de Valores, mas sua opção foi realizar essa operação na Nasdaq – a bolsa de cotações automatizadas das empresas de tecnologia, que atualmente é o segundo mercado de ações nos Estados Unidos.

No Brasil, a gestora digital Vítreo lançou dois fundos voltados para as ações da XP, um deles dedicado a investidores qualificados, aqueles com mais de R$ 1 milhão de aplicações financeiras, e o segundo para o varejo. Logo nos primeiros dias, esses fundos já estavam com aportes de mais de R$ 18 milhões. Mas, dificilmente, esses fundos vão conseguir participar do book building, que é como ocorre a formação de preços do IPO, pelo fato de que os bancos coordenadores do lançamento inicial podem agir de forma discricionária, decidindo quem terá o direito ou não de realizar a compra. Provavelmente, esses e outros fundos de investimentos realizem compras imediatamente após o IPO. De qualquer maneira, quem estiver decidido a ter ações da XP poderá participar comprando cotas de fundos ou investir diretamente no exterior.

Meu gerente está me incentivando a aplicar no PGBL para ter o desconto de 12% no IR do ano que vem. Mas sou aposentada e tenho 65 anos. Vou realmente reduzir o meu imposto?

Sim, com algumas condições. A dedução somente é possível se a declaração for feita no modelo completo, e a pessoa deve ser contribuinte ou aposentada pelo INSS ou pertencer ao regime de servidor público. A aplicação precisa ser mesmo no PGBL, já que o VGBL não permite essa dedução. Mas isso não quer dizer que em todos os casos essa aplicação seja interessante. Todo aposentado do INSS pode usufruir do benefício fiscal de deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda até 12% o limite de sua receita bruta anual. Particularmente, os aposentados com mais de 65 anos têm direito ao dobro da isenção mensal. O valor total em 2019 corresponde a R$ 3.807,96. A faixa de isenção geral é de R$ 1.903,98. E para os idosos há isenção adicional de mais R$ 1.903,98. Por exemplo, quem em 2019 fez 65 anos, tem direito à dedução dos valores recebidos do INSS e da previdência privada no limite de R$ 1.903,98, mais o valor do 13.º salário, além da isenção prevista de R$1.903,98. A isenção total do ano acaba sendo de R$ 49.503,48 para aqueles que completaram 65 anos até 31 de janeiro.

Na declaração de ajuste de renda, essa isenção deve ser lançada na ficha 6, dos Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. O que exceder a quantia deve ser informado na ficha de rendimentos tributáveis. O desconto simplificado é aplicável somente aos rendimentos tributáveis e substitui as deduções legais cabíveis limitadas ao valor para o ano. Todos devem fazer cálculos para verificar se vale a pena essa aplicação no PGBL.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.