Marcelo Camargo/ Ag. Câmara
Marcelo Camargo/ Ag. Câmara

'Não é possível que Congresso faltará num momento como este', diz relator da reforma da Previdência

O deputado Arthur Maia (PPS-BA) também afirmou ser necessário levar a proposta a votação na Câmara 'não com 308 votos, mas com 320, 330 votos'

Carla Araújo, Anne Warth e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 20h40

BRASÍLIA - O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), disse nesta terça-feira, 12, durante reunião aberta no Palácio do Planalto, que, caso o projeto não avance, há riscos para a retomada do crescimento.

"A derrota desse projeto representa um grave risco para economia e, portanto, temos que ir para votar não com 308 votos, mas com 320, 330 votos", disse ele a uma plateia de representantes de entidades empresariais, ministros e do presidente Michel Temer.

INFOGRÁFICO Entenda a reforma da Previdência

Arthur Maia disse ainda que está "cada dia mais otimista" e fez uma cobrança pública aos parlamentares. "Não é possível que o Congresso Nacional faltará num momento como este", afirmou.

O deputado afirmou que, durante o início da tramitação do texto da reforma, quando o projeto tinha mais pontos, a "oposição usou questões pontuais do texto para colocar a ideia de que a reforma atingiria os mais pobres".

++Para deputado do DEM, não há tempo para votar a reforma da Previdência ainda em 2017

Ele reconheceu que com o texto mais enxuto a economia ficou reduzida, mas reforçou a ideia de que "a reforma em nada atinge direito das pessoas menos favorecidas".

Repetindo o mantra do governo de que a reforma acabará com privilégios, Maia disse que o objetivo da reforma é garantir que o trabalhador da iniciativa privada não terá tratamento pior do que o do setor público. "É inaceitável que eu, porque sou deputado, possa me aposentar com mais de R$ 30 mil, isso é sete vezes mais que o teto do INSS", afirmou.

VEJA TAMBÉM Julgamento em 2ª instância de Lula por caso triplex será em 24 de janeiro

Mais conteúdo sobre:
Arthur Maia reforma previdenciária

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.