Não é preciso marco para controlar capital, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a dizer hoje que o Brasil não precisa de um "marco normativo" em relação ao uso de controle de capitais e que havia dentro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e em alguns países a "tendência" de se criar um código de conduta para isso.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

15 de abril de 2011 | 19h08

Mantega afirmou que o Brasil continuará atuando de modo a inibir os excessos de liquidez, negou que tenha havido qualquer afrouxamento nesse sentido e disse que o fluxo forte do primeiro trimestre já se atenuou em abril. "Não afrouxamos o controle de capital", disse a jornalistas, na sede do FMI, em Washington, após encontro com ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo).

O ministro disse ainda que há desalinhamentos cambiais entre os países, que dificultam os fluxos de capitais, e sugeriu ao G-20 que todos os países adotem o câmbio flutuante.

"Fluxos de capitais excessivos lateralmente vão bater na inflação e na questão das commodities. Nessa questão particularmente fiz proposta concreta que acredito que sensibilizou. Minha sugestão é uma homogeneização de modo que todos adotassem o cambio flutuante", afirmou.

Segundo ele, essa seria uma medida para mirar soluções de curto prazo para o sistema financeiro internacional e que podem ser implementadas logo. "O problema hoje é que países praticam sistemas cambiais distintos. Não há homogeneidade dos sistemas cambiais", explicou.

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