Fabio Rodrigues Pozzebom|Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom|Agência Brasil

Dyogo desconversa sobre permanecer no BNDES em eventual governo Bolsonaro

Manutenção de atual presidente do BNDES pelo candidato do PSL é especulado pelo mercado financeiro; 'tenho certeza de que fico no banco até o dia 31 de dezembro', afirmou

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2018 | 12h54

BRASÍLIA - Cotado para permanecer no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no caso de uma vitória do candidato do PSL, Jair Messias Bolsonaro, Dyogo Oliveira evitou falar sobre o assunto nesta segunda-feira, 22. Em entrevista do Estadão/Broadcast, ele reforçou que ficará no comando da instituição até 31 de dezembro, data de encerramento do governo de Michel Temer. "Daí para frente, não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou.

No mercado financeiro, especula-se que Dyogo poderia permanecer no BNDES em um eventual governo de Bolsonaro. Ao ser questionado sobre a possibilidade de continuar no banco, Dyogo afirmou: "Sou funcionário público, você sabe... sou do governo. Eu fico sempre no governo e, no caso, tenho certeza de que fico no banco até o dia 31 de dezembro".

O presidente do BNDES afirmou ainda que o processo de transição no BNDES, da atual administração para a nova, começará no dia 29 de outubro - a próxima segunda-feira, um dia após a eleição. "As equipes do banco estão levantando dados, documentos, para começar a discutir com a equipe que vai entrar. Mas não há nenhum trabalho de transição ainda", pontuou.

Dyogo falou ao Estadão/Broadcast após palestra na Faculdade de Economia da Universidade de Brasília (UnB), da qual foi aluno.

Crescimento

O presidente do BNDES também observou que o Brasil está crescendo, ao contrário da opinião geral. "Não é verdade que o Brasil não cresce, que está parado", afirmou. Ao comparar o crescimento do Brasil com o de outros países nos últimos 25 anos, Dyogo destacou que o "Brasil cresce e vai continuar crescendo".

Dyogo afirmou ainda que é natural que as pessoas sejam mais afetadas, mais infectadas, por notícias negativas. Segundo ele, "é preciso ter um pouco de treinamento para ler um pouco além das notícias". "O Brasil é País imenso, com avanços importantíssimos nos últimos anos", reforçou.

"O mais importante para melhorar o Brasil é os brasileiros conhecerem mais o Brasil", pontuou, em mensagem a estudantes de economia. 

Dyogo participou na manhã desta segunda do Fórum de Economia da Universidade de Brasília (UnB), na capital federal. O tema do evento é: "O Brasil tem uma nova chance de decolar? O desafio agora é crescer."

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