Não embarque no golpe da passagem aérea

Comprar passagens com preços até 50% mais baixos e sem sair de casa. Esses são os principais atrativos do novo golpe das passagens aéreas identificado pela Deatur. As principais vítimas são os "marinheiros de primeira viagem", pessoas que não nunca viajaram, presa fácil para os criminosos. A ação dos golpistas começa com o anúncio de passagens frias em jornais. Para driblar a ação dos policiais, eles utilizam celular pré-pago para dificultar a localização pela polícia. O golpe é dado também por meio das "agências laranja". Os bandidos constituem uma empresa falsa, sem registro, apenas para vender os bilhetes irregulares. Ou compram empresas à beira da falência para ficar com o estoque de bilhetes e dar o golpe. O delegado titular da Deatur, Ítalo Miranda Júnior, informa que o turista só percebe que foi enganado na hora do embarque. No check-in dos aeroportos existe uma lista com o número das passagens em situação regular. Se esses números fossem conferidos, os bilhetes frios seriam identificados. Mas isso quase nunca é feito devido à pressa de embarcar. Nesse caso, o consumidor não fica sabendo que foi vítima do golpe.No final da história, a pessoa quase sempre embarca sem problemas e a passagem cai na contabilidade da empresa. É aí que se descobre que ela é ilícita. A Deatur é comunicada do fato e localiza o turista na volta da viagem para obter mais pistas. E o pior, o próprio passageiro pode ser denunciado por receptação culposa.

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