Não está claro efeito da queda da alíquota para aço, diz Eletros

O impacto da queda da alíquota do imposto de importação de 15 produtos siderúrgicos nos preços industriais ainda não está clara, segundo o presidente da Eletros (Associação dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Paulo Saab. O executivo disse que a decisão do governo reflete o sentimento geral da indústria, de que "algo não ia bem". Mas ele ressaltou que os fabricantes de produtos da linha branca já vinham trabalhando com fornecedores externos como alternativa à oferta da siderurgia nacional.A alta do aço acumulada de janeiro a novembro de ano passado foi de 65%, segundo a Eletros, e um outro reajuste de 15% foi registrando em novembro. O movimento foi responsável por um aumento médio de 5,09% nos preços da linha branca no período de janeiro a outubro. "É cedo para avaliarmos o impacto da queda da alíquota nos preços", reiterou.No caso das máquinas e equipamentos, o aço tem um impacto de 17% nos custos de produção. Por conta dessa importância do insumo no desempenho do setor, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) participa do grupo que vem atuando junto ao governo e ao Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) para garantir, sobretudo o estabelecimento de uma base que garanta o fornecimento interno de aço a preços que não prejudiquem a competitividade dos produtos no Exterior e no mercado interno.Além da Abimaq, participam também a Eletros, a Anfavea (montadoras), o Sindipeças (autopeças), o Sindicel (equipamentos elétricos) e Sicetel (produtos derivados de aço carbono e inoxidável). De acordo com Saab, da Eletros, a queda da alíquota era uma das sugestões das indústrias encaminhadas ao governo como subsídio às conversas sobre o preço do aço com as siderúrgicas.Eletros quer mais diálogoSaab espera que a redução da alíquota do Imposto de Importação impulsione o diálogo entre a indústria consumidora do insumo e as siderúrgicas. A Eletros já teve duas reuniões com o IBS para tratar do que chama de "aumentos abusivos dos preços do aço" e também participa do grupo de seis entidades que atua junto ao governo na mesma questão.Ele afirmou que ontem mesmo, antes do anúncio do governo sobre as alíquotas, telefonou para o IBS para organizar a terceira reunião bilateral, mas só conseguiu ser atendido pelo vice-presidente. "Agora, esperamos que a decisão do governo coloque o IBS na mesa de negociações", afirmou.

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