''Não existe demanda para TV digital''

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Informática, foi um entusiasta da TV digital há dois anos, quando a tecnologia foi lançada no País. A ideia dele era vender conversores, também chamados de set-top box, para consumidores de baixa renda. Mas, com a resposta do mercado, sua posição mudou.

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

"Não existe demanda para conversor de TV digital", disse o executivo. "E não é uma questão de preço. As pessoas não sabem o que é a TV digital. Se tivéssemos um conversor a R$ 10, as pessoas ainda não iriam comprar, porque não sabem para que serve." O modelo mais barato hoje no mercado custa cerca de R$ 300.

A Positivo Informática produziu 84 mil conversores, que já foram vendidas, e não vai retomar a produção enquanto não perceber uma mudança no mercado. "Investimos nesse mercado, temos grandes especialistas na empresa. Quando a TV digital acontecer, estamos a postos", afirmou Rotenberg.

Na visão do executivo, as emissoras poderiam ter divulgado melhor a TV digital. Principalmente que, se o consumidor tem um televisor de tubo que hoje capta mal os sinais da TV analógica, pode passar a ter uma imagem de boa qualidade comprando um conversor. Ele também vê pouco incentivo à compra dos aparelhos fora de São Paulo, onde todos os canais abertos são digitais. "Aqui em Curitiba, só a Globo tem o sinal digital", exemplificou.

Segundo o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), foram vendidos cerca de 1,6 milhão de receptores de TV digital. O número inclui televisores com recepção digital, conversores, aparelhos móveis de TV, receptores para PCs e celulares que exibem TV digital. Existem 23 cidades com transmissão do sinal digital, mas só em São Paulo ele está em todos os canais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.