Foto: Dida Sampaio|Estadão
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Não existe hipótese de novo adiamento da votação da Previdência, diz Marun

Ministro da Secretaria de Governo diz que governo vai para o 'tudo ou nada'

André Ítalo Rocha, Broadcast Estadão

21 de janeiro de 2018 | 15h58

São Paulo - Responsável pela articulação política do governo para conseguir apoio da Câmara dos Deputados à reforma da Previdência, o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, descartou há pouco a possibilidade de um novo adiamento da votação da proposta, atualmente prevista para começar no dia 19 de fevereiro. "Não existe essa hipótese", disse Marun, em entrevista ao Broadcast.

Com a declaração, Marun indica que o governo vai para o "tudo ou nada" na tentativa de aprovar o projeto. Ou seja, se não houver os 308 votos necessários a favor das mudanças na Previdência até o dia 19 de fevereiro, é improvável que novos esforços sejam empreendidos pelo presidente Michel Temer para que a reforma passe em 2018.

Marun se esquivou de pergunta sobre qual é o tamanho do atual apoio dos parlamentares à proposta, dizendo apenas que uma nova contagem será feita entre o fim de janeiro e o início de fevereiro. O presidente da Câmara, Rodrigo (DEM-RJ), tem sido cauteloso em suas declarações. Nesta semana, em Washington, nos Estados Unidos, ele chegou a dizer que a chance de aprovação é encarada "sem nenhum tipo de otimismo".

O ministro, que está em São Paulo, participou nesta manhã de um culto da Igreja Mundial do Poder de Deus, a convite do pastor Valdemiro Santiago, evento que não estava em sua agenda oficial. Marundisse que falou a mais de 40 mil pessoas sobre a importância de aprovação da reforma da Previdência. "Hoje tive a prova de que as pessoas estão cada vez mais convencidas da necessidade de reformarmos a Previdência."

Ele retorna a Brasília na tarde deste domingo, 21, e se reúne ainda hoje com o presidente Michel Temer. Amanhã o ministro tem outro encontro com Rodrigo Maia, para discutir a reforma.

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