Antonio Cruz/Agência Brasil
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entrevista

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Não falei que ia acabar com a multa do FGTS, diz Bolsonaro

Presidente afirmou que não tem 'poder para isso'; neste domingo, ele disse que poderá, no futuro, rever esse porcentual

Bruno Moura e Rebeca Ramos, especiais para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2019 | 15h39

 O presidente Jair Bolsonaro minimizou as declarações que fez sobre acabar com a multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quem é demitido sem justa causa. “Não falei que ia acabar com a multa, até porque não tenho poder para isso. Tem que passar pelo Parlamento”, disse.

Na sexta-feira, 19, o presidente criticou a multa, mas no sábado afirmou que não pretende extingui-la. Ele repetiu a explicação de que sua fala se deu no contexto da criação da penalidade. Neste domingo, 21, ele afirmou que poderá rever no futuro o porcentual da multa.

"O valor não está na Constituição, mas o FGTS está no artigo 7º, acho que o valor é uma lei, vamos pensar lá na frente. Mas antes disso a gente tem que ganhar a guerra da informação, eu não quero manchete amanhã dizendo 'o presidente está estudando reduzir o valor da multa'. O que eu estou tentando levar para o trabalhador é o seguinte: menos direitos e emprego; todos os direitos e desemprego", disse, no domingo.

Liberação dos saques

O presidente afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai definir o desenho final para as regras dos saques das contas do FGTS “nos próximos dias”. A divulgação oficial da medida, antecipada pelo Estado, deve ser feita na quarta-feira, 24.

Bolsonaro afirmou ainda que a área econômica está “ultimando” o texto do Executivo para a reforma tributária. “Isso está avançado. Vai dominar a pauta da próxima reunião de ministros”, disse.

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