Felipe Siqueira/Estadão
Felipe Siqueira/Estadão

Não há adiamento do prazo de entrega do IR, que permanece em 30 de abril, diz secretário da Receita

Setores empresariais também estão solicitando o adiamento do IRPF devido à dificuldades relacionadas à documentação do rendimentos dos seus trabalhadores

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2020 | 11h12

BRASÍLIA - O secretário da Receita Federal,  José Tostes, informou ao Estado, por meio da assessoria de comunicação do Ministério da Economia, que não houve nenhuma mudança no prazo final de entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que acaba em 30 de abril. Segundo Tostes, a notícia sobre adiamento é “improcedente”.

Tostes recebeu, no último dia 20, ofício do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco) para ampliar o prazo de entrega da declaração de 2020 até o dia 31 de maio. O argumento é que a necessidade de isolamento social devido à pandemia pode dificultar o recolhimento de documentos necessários ao preenchimento da declaração e o contato com contadores.

O ofício também propõe a priorização da análise das restituições do Imposto de Renda para que todos os lotes sejam pagos até o fim de agosto. O presidente do Sindifisco Kleber Cabral, também pediu à Receita a suspensão, até o fim de abril, de todos os prazos fiscais, como o atendimento a intimações, envio de declarações e recolhimento de tributos.

A pressão pelo adiamento é grande. O Estado apurou que setores empresariais também estão solicitando o adiamento do IRPF devido à dificuldades relacionadas à documentação do rendimentos dos seus trabalhadores usada na elaboração da declaração.

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